VENDAS NO VAREJO

Dia dos Pais deve movimentar R$ 8,5 bilhões no Brasil em 2026

Vitrines de lojas movimentadas durante o período do Dia dos Pais.
Dia dos Pais em Atibaia — Foto: Divulgação

Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo prevê alta real de 2,9% em relação a 2025; planejamento financeiro é recomendado para evitar endividamento.

A celebração do Dia dos Pais deve movimentar cerca de R$ 8,52 bilhões no comércio brasileiro, conforme projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O indicador, que consolida a data como a quarta mais importante para o varejo nacional, representa uma alta real de 2,9% em comparação ao ano de 2025, já descontada a inflação.

A disposição para o consumo reflete o planejamento das famílias brasileiras. Levantamento realizado pela DM aponta que 75,7% dos entrevistados pretendem adquirir presentes para a ocasião. Entre os consumidores, 47,2% planejam elevar o valor gasto em relação à celebração anterior, com 34,8% projetando dispêndios superiores a R$ 500.

No que tange às formas de pagamento, o crédito parcelado lidera a preferência, utilizado por 59,3% dos consumidores. O PIX ocupa a terceira posição nas escolhas, com 6,8%. Especialistas observam, contudo, que há uma cautela latente: 64,5% dos compradores pretendem limitar o parcelamento em até quatro vezes, uma estratégia para não comprometer o orçamento dos meses seguintes.

Para Fabrício Tonegutti, especialista em direito tributário pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o impacto econômico vai além dos presentes físicos. O setor de supermercados é diretamente beneficiado, já que 79% dos que presenteiam planejam realizar compras para celebrações em família, como churrascos.

Apesar do otimismo, o cenário exige prudência. Tonegutti, que também atua na Mix Fiscal, alerta que o atual nível de juros e o endividamento familiar impõem limites à expansão das vendas. "Parcelar o presente pode fazer sentido. Parcelar carne, carvão e sobremesa transforma o churrasco de domingo numa lembrança que aparece na fatura até o Natal", adverte o especialista, reforçando que o foco do consumidor deve ser o valor total da fatura e não a atratividade da parcela individual.

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