ALÍVIO FINANCEIRO

Desenrola 2 não criará cultura de calote, afirma Dario Durigan

Ministro da Fazenda Dario Durigan explica os detalhes do programa Desenrola 2 no Canal Gov.
Dario Durigan durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, do Canal Gov.

Ministro da Fazenda detalha que iniciativa foca em dívidas pós-pandemia e terá duração de 90 dias, beneficiando até 5 salários mínimos com renda de até R$ 8.100.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira, 06 de maio de 2026, que o programa Desenrola 2 não estimulará uma “cultura de calote” no país. A declaração busca tranquilizar a população e o mercado financeiro, explicando que a iniciativa foca na renegociação de dívidas acumuladas após a pandemia e possui um período de duração limitado a 90 dias. O programa, que começou a valer na terça-feira, 05 de maio de 2026, oferece uma chance de reestruturar as finanças para milhões de brasileiros com renda de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.100 por mês.

Durigan fez as afirmações durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, do Canal Gov. Ele detalhou que a proposta do Desenrola 2 aborda débitos mais recentes, com atraso de 90 dias a dois anos, diferentemente da primeira fase que mirou dívidas mais antigas de pessoas já negativadas. O foco atual inclui principalmente dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal sem garantia, categorias que frequentemente levam ao superendividamento.

“É importante esclarecer. Nós vivemos no país um período duro, principalmente por volta da pandemia, em que a gente teve desemprego alto, a renda das famílias não aumentou, o salário mínimo não foi reajustado e, sem as pessoas poderem trabalhar, naturalmente, fizeram dívidas para as necessidades básicas”, contextualizou o ministro, humanizando o drama de muitas famílias.

O ministro destacou a importância de quitar os débitos para a saúde econômica individual e coletiva. “É preciso pagar nossas dívidas. O programa vai dar esse enfoque. Vamos organizar as contas das pessoas, ajudar o sistema financeiro; aqui é ganha-ganha, para que a gente volte a pagar as dívidas”, ressaltou, enfatizando que a redução da inadimplência pode levar à diminuição dos juros em linhas de crédito.

Ele reforçou que o Desenrola 2 é um esforço nacional específico e temporário, que não deve se repetir. “As pessoas precisam pagar suas contas. O que o Desenrola vai fazer agora é permitir que a conta caiba no bolso”, concluiu, transmitindo uma mensagem de responsabilidade e oportunidade.

TRABALHADORES INFORMAIS

Dario Durigan também revelou que o governo está elaborando uma nova linha de renegociação de crédito, desta vez direcionada a pessoas adimplentes que pagam juros elevados, com atenção especial aos trabalhadores INFORMAIS. Este grupo, muitas vezes sem renda fixa, enfrenta maiores dificuldades para acessar crédito com taxas justas.

“O informal, no país, que é um olhar que a gente tem com muito cuidado, ele não tem uma renda fixa por mês”, pontuou o ministro, sinalizando a sensibilidade do governo para as particularidades desse segmento da população. A expectativa é que essa nova linha seja anunciada entre o fim de maio e o começo de junho de 2026.

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