ARMAS ILEGAIS NO RJ
Desarme mira arsenais ilegais de ex-CACs no Rio
Operação nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, investiga desvio de armas para facções criminosas. Registros cassados não impediram manutenção ilegal de armamentos.
A Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) da Polícia Civil deflagrou uma importante operação nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, contra ex-CACs que, mesmo após a cassação de seus registros, mantinham arsenais ilegalmente e são investigados por um possível fornecimento de armas e munição a facções criminosas no Rio de Janeiro. A iniciativa visa combater o desvio de armamentos para o crime organizado, um flagelo que ameaça a segurança da população e mina a confiança nas instituições.
As investigações conduzidas pela Desarme apuram não apenas a posse irregular desses armamentos, mas também a grave suspeita de que parte desse arsenal esteja sendo desviada para abastecer facções criminosas que atuam no estado. Este cenário representa um risco iminente à sociedade, fortalecendo grupos criminosos e aumentando a violência nas cidades.
Importante ressaltar que CAC é a sigla para pessoas registradas como Colecionadores, Atiradores esportivos ou Caçadores. De acordo com a Desarme, muitos dos investigados não entregaram seu arsenal às autoridades mesmo após a perda definitiva de suas autorizações, que eram concedidas pelo Exército Brasileiro e pela Polícia Federal.
O trabalho de inteligência da Desarme, realizado em conjunto com Forças federais de segurança, foi crucial para identificar os indícios de que armas e munições estariam sendo direcionadas para organizações criminosas no Rio de Janeiro.
As diligências desta terça-feira têm como principal objetivo localizar esses armamentos, projéteis e outros materiais que possam auxiliar no aprofundamento das investigações. A operação busca, ainda, identificar e desmantelar possíveis vínculos entre os alvos e integrantes de facções criminosas, cortando o fluxo de armamentos ilegais.
Em julho de 2025, o Exército Brasileiro informou que existiam no Brasil quase 980 mil certificados de registro de CACs e 1,5 milhão de armas de fogo registradas. Até aquele mês, a responsabilidade pela fiscalização dos CACs era do Exército, mas foi repassada para a Polícia Federal (PF). Contudo, todos os processos iniciados até 30 de junho de 2025 continuaram sob responsabilidade das Forças Armadas.
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