TRAGÉDIA URBANA

Desabamento em Salvador ceifa vidas e desabriga famílias

Destroços de um prédio após desabamento na Baixa das Pedrinhas, Salvador, com equipes de bombeiros e Defesa Civil.
Equipes de resgate trabalham nos escombros do prédio que desabou na Baixa das Pedrinhas, em Salvador.

Incidente na Baixa das Pedrinhas, sábado, 16 de maio de 2026, deixa três mortos e doze famílias desalojadas. Auxílio emergencial em ação.

Um luto profundo abateu a capital baiana com o trágico desabamento de um prédio de quatro andares na Baixa das Pedrinhas, em Salvador, no fim da tarde do sábado, 16 de maio de 2026. O incidente ceifou a vida de três pessoas e deixou outras doze famílias sem um lar, levando autoridades a mobilizarem esforços nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026, para oferecer suporte emergencial e iniciar investigações sobre as causas, em um cenário que expõe a urgência da fiscalização habitacional e o impacto devastador na dignidade dos moradores.

A Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer agiu rapidamente, orientando as doze famílias afetadas sobre o acesso aos benefícios de Auxílio Moradia e Auxílio Emergencial. Apesar da disponibilidade de vagas para Acolhimento Institucional, os desabrigados preferiram buscar refúgio e amparo nas casas de familiares e amigos, buscando consolo em meio à dor.

Para as famílias das vítimas fatais, a prefeitura disponibilizou auxílio-funeral, um apoio essencial diante da perda irreparável. As vítimas, identificadas como Raimundo Brito dos Santos, de 60 anos, Maurício Santos Lima, de 51, e Roberto Carlos Evangelista da Silva, de 58 anos, foram sepultadas nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026. O corpo de Roberto Carlos Evangelista da Silva, inclusive, foi encaminhado para Conceição do Coité, cidade a cerca de 230 km de Salvador.

Adriano Silveira, diretor-geral da Defesa Civil, lamentou a tragédia e confirmou que o prédio funcionava de forma irregular. Ele enfatizou que o ocorrido poderia ter sido evitado, alertando para a importância de os proprietários buscarem contato com o órgão em qualquer situação de risco. “Em qualquer situação de emergência em casa, entre em contato com a Defesa Civil de Salvador para que situações como essa não voltem a ocorrer”, destacou Silveira, reforçando o papel preventivo da instituição.

Os danos não se restringiram à estrutura que desabou. Outras três pessoas ficaram feridas no incidente. O pedreiro José Antônio, um dos sobreviventes, relatou momentos de puro terror. Ele afirmou à CNN Brasil que “a fatalidade era certa, já era prevista”. Em um ato de heroísmo, José Antônio contou que precisou empurrar a esposa por uma escada para salvá-la, antes de pular logo em seguida, no exato instante em que os blocos desabavam sobre eles. Ele sofreu escoriações, e a esposa, lesões na coluna, um testemunho vivo da brutalidade do desabamento.

Apesar da complexidade, a Defesa Civil informou que as edificações vizinhas não sofreram impactos estruturais graves, mas a apuração dos dados segue para esclarecer a situação com total exatidão. As causas exatas do desabamento permanecem desconhecidas e serão investigadas pelas autoridades competentes.

A operação de resgate mobilizou cerca de 30 bombeiros militares, com o apoio crucial de um cão farejador. Equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, da Defesa Civil de Salvador e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) trabalharam incansavelmente no local. O comandante-geral do CBMBA, coronel Aloisio Fernandes, descreveu a ação como “uma operação de muita complexidade”, destacando que o colapso de um prédio de quatro pavimentos gera muitos escombros e que as buscas foram realizadas de forma ordenada e minuciosa.

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