DECISÃO JUDICIAL GRAVE

Deputado Binho Galinha é condenado a mais de 30 anos de prisão na BA

Imagem do deputado estadual Binho Galinha
O deputado Binho Galinha segue detido no Complexo Penitenciário da Mata Escura. Foto: Agência Alba

Parlamentar responde por crimes contra o Estatuto do Desarmamento. Defesa alega desproporcionalidade e promete recorrer a instâncias superiores.

O deputado estadual Binho Galinha foi condenado a uma pena superior a 30 anos de reclusão, nesta quinta-feira, 09/07/2026. A sentença foi proferida pela Vara Criminal e Crimes contra a Criança e o Adolescente da Comarca de Feira de Santana, por infrações ligadas ao Estatuto do Desarmamento, que incluem a posse ilegal de armas de fogo, o fornecimento de armamento a adolescente e a guarda de itens com numeração suprimida. A decisão é de primeira instância e cabe recurso.

Além do parlamentar, outras quatro pessoas receberam penas, entre elas Mayana Cerqueira da Silva. Em um dos casos, referente ao investigado Kleber Herculano de Jesus, conhecido como "Charutinho", a Justiça determinou a extinção da punibilidade em decorrência do falecimento do envolvido.

A condenação decorre de desdobramentos da "Operação El Patrón", que investiga a formação de organização criminosa, lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar. Durante as diligências, as autoridades apreenderam um expressivo arsenal em imóveis rurais e urbanos, desrespeitando as normas de controle de armamento vigentes.

A juíza Márcia Simões Costa, responsável pelo julgamento, oficializou a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) sobre o teor da decisão para que a instituição tome as medidas que considerar cabíveis. Embora preso desde outubro de 2025 no Centro de Observação Penal (COP), em Salvador, Binho Galinha mantém, até o momento, sua posição no quadro parlamentar.

Em nota oficial, o advogado Gamil Foppel, que representa a defesa de Binho Galinha, classificou a sentença como "injustiça clamorosa". Segundo o defensor, a pena é desproporcional e carece de fundamentos técnicos adequados, ignorando a condição do parlamentar como CAC. A defesa reforçou que manterá a estratégia de recorrer aos tribunais superiores para buscar a reforma total da sentença.

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