VIOLÊNCIA DE GÊNERO

Deputadas acionam PF e MPF contra comentários misóginos sobre morte de jovem em Limeira

Retrato de Erika Hilton e Tabata Amaral lado a lado, com expressão séria.
Deputadas federais Erika Hilton (PSOL) e Tabata Amaral (PSB) atuam em defesa das vítimas de violência digital.

Erika Hilton e Tabata Amaral denunciam conteúdo misógino e incitação à violência após morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas. Pedem investigação sobre comentários em redes sociais.

As deputadas federais Erika Hilton (PSOL) e Tabata Amaral (PSB) formalizaram, nesta terça-feira, 16/06/2026, um pedido à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal (MPF) para que investiguem comentários com conteúdo misógino e incitação à violência. As solicitações surgiram após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, e a subsequente disseminação de mensagens ofensivas em redes sociais.

Maria Eduarda faleceu em Limeira, no interior de São Paulo, após ser arremessada de uma ponte. A Polícia Civil registrou o caso como homicídio e a investigação segue em andamento.

A deputada Erika Hilton relatou que perfis diversos divulgaram mensagens com referências a estupro, necrofilia e vilipêndio de cadáver. Diante da gravidade, ela encaminhou denúncias à Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos da PF para apurar as publicações, classificando as condutas como criminosas e ultrapassando os limites da liberdade de expressão.

Em sua manifestação, Hilton defende a responsabilização dos autores das postagens e a identificação dos perfis envolvidos, argumentando que o conteúdo pode se enquadrar no crime de apologia de fato criminoso, previsto no artigo 287 do Código Penal. A parlamentar reforça que as divulgações extrapolam o debate público e podem estimular comportamentos violentos, especialmente contra mulheres.

A deputada Tabata Amaral classificou os comentários como possíveis crimes de ódio no ambiente digital, caracterizando a situação como um grave caso de violência de gênero. Ela enfatizou a necessidade de investigação por parte das autoridades competentes.

As manifestações das parlamentares ocorrem em resposta a comentários considerados desrespeitosos à memória da jovem, com insinuações sobre o corpo da vítima que geraram ampla crítica online.

Até o momento, não há informações oficiais sobre a abertura de inquérito pela Polícia Federal ou pelo Ministério Público Federal para apurar os fatos denunciados pelas deputadas.

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