VIOLÊNCIA DOMÉSTICA ATIVA
Defesa de vítima de Pedro Gadelha pede respeito e proteção contra julgamentos
Após a conversão da prisão de Pedro Gadelha em preventiva, advogada ressalta necessidade de acolhimento à mulher e critica a exposição pública do caso.
A defesa da vítima envolvida no caso de violência doméstica que resultou na prisão preventiva do empresário Pedro Gadelha manifestou-se oficialmente sobre a repercussão do episódio. Em nota divulgada nesta segunda-feira (31/08/2026), a equipe jurídica reforçou o compromisso com a proteção da integridade física e emocional da mulher.
Assinada pela advogada Mikarla Gois Câmara, a comunicação destaca que a vítima está recebendo assistência jurídica especializada. O documento enfatiza a importância de preservar a intimidade da mulher, alertando que a exposição indevida e a culpabilização social apenas agravam o trauma e desestimulam outras vítimas a buscarem ajuda na rede de proteção.
A advogada pontuou que o ciclo da violência é frequentemente marcado por dinâmicas de controle, manipulação e medo. "Julgamentos precipitados e a exposição indevida da vítima não contribuem para a justiça e ferem a dignidade de quem já se encontra em situação de vulnerabilidade", afirmou a defesa, reiterando um apelo ao público e à imprensa por responsabilidade no tratamento das informações.
A prisão de Pedro Gadelha ocorreu na noite de sábado (29/08/2026), na região da Lagoa do Bonfim, em Nísia Floresta, na Grande Natal. A intervenção da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi solicitada por testemunhas que presenciaram uma agressão dentro de um veículo. O caso, apurado sob os rigores da Lei Maria da Penha, avançou para a esfera judicial após a prisão em flagrante ser convertida em preventiva pela Justiça, em decisão tomada no domingo (30/08/2026).
A defesa reforça que sua atuação mantém o respeito estrito às atribuições do Ministério Público e à independência do Poder Judiciário. A medida cautelar aplicada ao empresário garante que ele permaneça à disposição da Justiça enquanto os fatos são apurados, assegurando-se o devido processo legal e o contraditório, uma vez que a prisão preventiva não representa uma condenação definitiva.
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