INVESTIGAÇÃO SOBRE HOMICÍDIO
Defesa de Paola Stefany Neto Cirino busca exame de insanidade mental após crime em BH
Pedido foi acatado pela Polícia Civil de Minas Gerais e agora aguarda análise do Poder Judiciário. Caso foi reclassificado para latrocínio.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) acolheu, nesta sexta-feira, 10/07/2026, o pedido da defesa de Paola Stefany Neto Cirino para a realização de um exame de insanidade mental. A investigada é acusada de matar o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e sua esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, em um crime que abalou a capital mineira.
O defensor da investigada, Bruno Corrêa, argumenta que Paola sofreu um surto psicótico no momento do crime. A estratégia baseia-se no histórico de atendimento da diarista em instituições de saúde, como o CAPS de Ribeirão das Neves e o Hospital Espírita André Luiz, além de relatos de familiares e o comportamento observado durante a reconstituição do fato, realizada em 08/07/2026.
Após o acolhimento da Polícia Civil, o requerimento será encaminhado ao Poder Judiciário. Caberá à Justiça decidir sobre a instauração do incidente de insanidade mental, procedimento técnico que, se autorizado, determinará a realização de perícia psiquiátrica oficial. A PCMG informou que se manifestará sobre o andamento do caso em momento oportuno.
Reclassificação do processo
Em decisão proferida em 09/07/2026, a Justiça determinou que o processo não tramite perante o Tribunal do Júri. A magistrada responsável entendeu que o crime, inicialmente tratado como homicídio, deve ser classificado como latrocínio — roubo seguido de morte. Com isso, o caso seguirá para uma das Varas das Garantias de Belo Horizonte, pois delitos de natureza patrimonial com resultado morte não possuem competência do tribunal popular.
O crime, ocorrido no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de BH, foi descoberto após o filho das vítimas estranhar a falta de contato com os pais. Imagens de segurança flagraram Paola saindo do prédio com pertences das vítimas no dia 29/06/2026. A investigada confessou a autoria após ser presa, em 02/07/2026, e parte dos bens subtraídos já foi recuperada pelas autoridades.
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