INVESTIGAÇÃO SOB ATENÇÃO

Defesa de Maria Aparecida Rodrigues de Araújo alega amnésia em caso de suposto envenenamento

Artesã filma aluna colocando substância em garrafa e denuncia ter sido envenenada.
Artesã denunciou o caso após flagrar a aluna colocando substância em sua garrafa de água.

Advogada afirma que suspeita possui transtornos psiquiátricos e não recorda de episódios gravados contra a artesã Denny Cardoso.

A defesa de Maria Aparecida Rodrigues de Araújo, apontada como suspeita de contaminar com mercúrio a água da artesã Denny Cardoso durante o período de um projeto social no Recife, afirmou nesta terça-feira, 14/07/2026, que a cliente apresenta amnésia severa sobre os fatos. O caso, que ganhou repercussão após a circulação de imagens da suspeita manipulando uma garrafa, segue sob análise das autoridades policiais para determinar a responsabilidade criminal pelo episódio que impactou a saúde da vítima.

Segundo Ana Maristela Trajano, advogada que representa Maria Aparecida Rodrigues de Araújo, a suspeita não possui memórias dos eventos ocorridos. A defesa sustenta que a mulher, que era aluna do projeto Arte na Medicina no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), no bairro de Santo Amaro, enfrenta quatro diagnósticos psiquiátricos, incluindo deficiência intelectual leve e transtornos psicóticos, o que comprometeria sua capacidade de recordar as ações.

O impacto na vida de Denny Cardoso foi severo. Após meses ingerindo a substância, a artesã desenvolveu sintomas graves, como rigidez muscular e complicações neurológicas, exigindo tratamento contínuo com neurologista e fisioterapia. A suspeita foi flagrada em vídeo, em junho de 2025, colocando um material desconhecido na garrafa da instrutora, fato que motivou a intervenção da Polícia Militar e o encaminhamento para a Central de Plantões da Capital, em Campo Grande.

A defesa confirmou que Maria Aparecida Rodrigues de Araújo reconheceu sua presença nas filmagens, mas nega que tenha havido dolo, enfatizando a ausência de provas sobre a propriedade da garrafa utilizada. Até o momento, o inquérito conduzido pela Delegacia da Boa Vista não foi concluído. A Polícia Civil informou que as diligências permanecem em curso e que detalhes adicionais não serão divulgados para não prejudicar as investigações técnicas em andamento.

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