ARMA DE EX-PRESIDENTE

Defesa de Jair Bolsonaro confirma ao STF posse de arma apreendida

Foto do ministro Alexandre de Moraes.
Ministro Alexandre de Moraes relata caso no STF.

Manifestação foi enviada após determinação do ministro Alexandre de Moraes. Documento esclarece que artefato estava registrado e foi levado para conserto.

A defesa de Jair Bolsonaro confirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 18/06/2026, que o ex-presidente é o proprietário da arma de fogo apreendida com um de seus seguranças durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). A manifestação foi apresentada em resposta a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, que solicitou esclarecimentos sobre o episódio.

No documento enviado à Corte, os advogados de Bolsonaro detalharam que a arma está devidamente registrada em nome do ex-presidente e possui o Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf). Segundo a defesa, o armamento foi entregue ao segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho, que integra a equipe de segurança particular de Bolsonaro, a pedido do próprio ex-presidente para que fosse levado para conserto. A justificativa apresentada é que Bolsonaro teria constatado que a arma apresentava mau funcionamento.

“Recentemente, o peticionário constatou, pelo simples acionamento do ferrolho, sem qualquer necessidade de disparo, que o mecanismo não estava funcionando regularmente”, informa a defesa, que também ressalta que a posse da arma não tem relação com o fim do prazo da prisão domiciliar de 90 dias e que a apreensão não foi determinada por Moraes durante o processo da trama golpista, no qual Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão.

A defesa argumenta que, apesar da condenação na AP 2668, não houve determinação para entrega de armas, cancelamento de registros ou qualquer medida similar, concluindo que o ex-presidente não se encontrava em situação irregular.

A arma foi apreendida na noite de segunda-feira, 15/06/2026, durante uma fiscalização de trânsito no Pistão Norte, em Taguatinga. Um Honda Civic foi parado em um ponto de bloqueio, e o condutor se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), alegando que o armamento pertencia a Jair Bolsonaro. Um carregador sobressalente de pistola Glock 9mm também foi encontrado. O motorista foi levado a uma delegacia, onde relatou que a arma lhe foi entregue para reparo devido a uma pane e que seria devolvida no dia seguinte.

A defesa de Bolsonaro também trouxe à tona que a arma chegou a ser retirada do ex-presidente no ano passado, após o rompimento da tornozeleira eletrônica. Foi informado que, embora o armamento fosse possuído regularmente, medicações psiquiátricas administradas ao ex-presidente, que poderiam afetar sua cognição, levaram sua equipe de segurança, sem seu conhecimento, a remover o percussor da arma, tornando-a inoperante.

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