ARMA EM POSSE DE EX-PRESIDENTE
Defesa admite que Bolsonaro pediu conserto em arma e identificou falha
Segundo a defesa, militar do Exército foi encarregado de verificar e reparar a pistola, que pertencia a Jair Bolsonaro. Ação ocorreu após o ex-presidente notar 'falha' no funcionamento.
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) admitiu, em manifestação enviada ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que a arma apreendida em blitz pela Polícia do Distrito Federal pertencia ao ex-presidente. A informação foi confirmada nesta quarta-feira, 17/06/2026, e detalha um pedido de Bolsonaro para que uma falha em sua pistola fosse identificada e corrigida.
Conforme o documento anexado ao processo, a equipe de segurança de Bolsonaro retirou o percussor da arma — peça fundamental para o disparo — sem o conhecimento prévio do ex-presidente. A medida foi tomada por receio de acidentes, devido ao uso de medicamentos psiquiátricos por Bolsonaro que podem afetar sua cognição.
A narrativa da defesa relata que, recentemente, Bolsonaro manuseou o ferrolho da pistola e percebeu uma falha em seu funcionamento. Sem identificar a origem do problema, ele entregou o armamento ao segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho. A finalidade exclusiva, segundo os advogados, era a identificação e o reparo do defeito.
Os advogados ressaltam que, mesmo com a condenação de Bolsonaro pela tentativa de golpe, não houve determinação judicial para a entrega de armas ou cancelamento de registros. Eles argumentam que, portanto, a posse do objeto não configuraria irregularidade. "O peticionário, portanto, não se encontrava em situação irregular. De todo modo, teria prontamente entregue o armamento caso houvesse determinação nesse sentido", declararam os representantes legais.
A defesa também informou que Bolsonaro não tem interesse na restituição da arma enquanto permanecer em prisão domiciliar. A pistola está sob custódia da polícia do Distrito Federal, que instaurou um inquérito para apurar os fatos.
Entenda o caso
Na madrugada de segunda-feira, 15/06/2026, a Polícia Militar do Distrito Federal apreendeu uma arma de fogo em uma blitz, que seria de propriedade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O armamento estava em um veículo oficial do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), conduzido pelo militar do Exército Estácio Leite da Silva Filho.
Durante a abordagem, um policial notou o armamento e questionou Estácio sobre sua posse. O militar informou que a pistola seria levada para reparo e, posteriormente, devolvida ao proprietário. A polícia verificou que a arma estava registrada em nome de Bolsonaro.
Em resposta à situação, na terça-feira, 16/06/2026, Alexandre de Moraes solicitou esclarecimentos à defesa do ex-presidente. O ministro investiga por que Bolsonaro teria pedido o reparo da pistola poucos dias antes da revisão de sua prisão domiciliar.
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