RECUPERAÇÃO FINANCEIRA ESTRATÉGICA

Dasa reduz prejuízo para R$ 34,9 milhões no segundo trimestre

Fachada de unidade da Dasa
Sede administrativa da Dasa, rede de medicina diagnóstica e hospitais.

Grupo de medicina diagnóstica reverte cenário anterior e aponta alta de 53% no Ebitda, impulsionado por ganhos de eficiência operacional.

A Dasa registrou uma redução significativa em seu prejuízo líquido das operações continuadas, alcançando a marca de R$ 34,9 milhões no segundo trimestre. O resultado, divulgado nesta quinta-feira, demonstra um cenário de recuperação em comparação à perda de R$ 173,2 milhões verificada no mesmo período de 2025.

A receita bruta consolidada do grupo de medicina diagnóstica e hospitais somou R$ 2,4 bilhões, o que representa uma queda de 10% frente ao ano anterior. Esse recuo é justificado pela desconsolidação da Ímpar, decorrente da formação da Rede Américas, além de desinvestimentos estratégicos finalizados ao longo de 2025.

Ao observar o escopo atual, a trajetória de crescimento se torna evidente, com faturamento 8% maior. Esse desempenho foi puxado pela alta de 9% na receita da área de Diagnósticos Nacional, que totalizou R$ 2,2 bilhões, beneficiada pelo aumento no volume de exames e pela expansão de serviços premium, modelo B2B (Lab-to-Lab) e atendimento domiciliar.

Em contrapartida, a receita de Hospitais e Oncologia Nordeste apresentou uma retração de 4%, somando R$ 208 milhões. Segundo a companhia, o número reflete um movimento planejado de qualificação da receita e reestruturação no mix de fontes pagadoras da unidade de Oncologia.

Os indicadores de eficiência ganharam destaque, com o Ebitda consolidado atingindo R$ 446 milhões, um avanço expressivo de 53% na base anual. A geração de caixa livre também reverteu um resultado negativo anterior, totalizando R$ 292 milhões. Para o presidente-executivo da Dasa, Rafael Lucchesi, os números reforçam que a instituição está processando mais exames com uma estrutura mais otimizada.

"A Dasa tem feito mais com menos, com ganhos consistentes de eficiência operacional. Processamos 119,7 milhões de exames no trimestre, quase 11 milhões mais do que um ano atrás, com treze unidades a menos", pontuou Rafael Lucchesi. A dívida líquida financeira do grupo encerrou o mês de junho em R$ 5,6 bilhões, representando uma queda de 23%.

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