DIRETRIZES DA FAZENDA

Dario Durigan elenca 7 prioridades para a política fiscal brasileira

Dario Durigan em evento do BTG Pactual falando sobre política fiscal.
O ministro Dario Durigan discursa sobre a política fiscal durante evento do BTG Pactual — Reprodução/BTG Pactual - 31.ago.2026

Ministro da Fazenda defende a necessidade de reduzir taxas de juros e o aprimoramento das regras fiscais para estimular o investimento privado.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, estabeleceu as diretrizes estratégicas para a condução da economia nacional ao listar sete prioridades fundamentais para a política fiscal. O posicionamento ocorreu nesta segunda-feira (31/08/2026), durante um evento organizado pelo BTG Pactual, na cidade de São Paulo.

As medidas visam equilibrar a responsabilidade orçamentária com a necessidade de retomar o crescimento do investimento público e privado. A lista apresentada pelo ministro inclui a redução da taxa de juros para níveis considerados "civilizados", o cumprimento das metas de resultado primário e o reforço da regra fiscal vigente, em vez de sua substituição.

Além disso, Dario Durigan destacou a importância de criar espaço para despesas discricionárias voltadas ao investimento, a otimização dos gastos sociais, a busca por um Estado mais eficiente e o avanço constante na agenda microeconômica. O foco em gastos sociais é, segundo o titular da Fazenda, um ponto de atenção para garantir que o suporte chegue a quem realmente necessita, promovendo dignidade e proteção à população.

O ministro reiterou que o nível atual da taxa de juros atua como um gargalo para a economia. Em 05/08, o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) reduziu a taxa Selic para 14% ao ano. A medida, tomada pelo órgão colegiado, impacta diretamente o custo do crédito para empresas e o poder de compra das famílias brasileiras.

Dario Durigan também trouxe à mesa a possibilidade de ajustar a natureza de certas políticas sociais. A intenção é que algumas despesas deixem de ser classificadas como obrigatórias, migrando para um modelo de controle de fluxo. O argumento da pasta é que essa flexibilidade, ao afastar a lógica de "direito adquirido duro", incentiva o gestor público a utilizar os recursos de forma mais inteligente e eficiente em benefício da sociedade.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário