COMBUSTÍVEIS EM QUEDA

Gasolina registra queda expressiva de 1,75% no RN durante o mês de agosto

Vista lateral de bombas de combustível em um posto
Bombas de combustível em um posto de serviço com preços exibidos em destaque — Foto: Alex Régis/TN

Estado potiguar figura entre os maiores recuos do Brasil, impulsionado por ajustes no mercado e medidas de subvenção do Governo Federal.

O preço médio da gasolina apresentou uma redução de 1,75% no Rio Grande do Norte durante o mês de agosto. O levantamento foi realizado pela ValeCard com base em transações em mais de 25 mil postos credenciados em todo o País, entre o dia 01/08 e a quarta-feira (26/08).

A queda coloca o Rio Grande do Norte entre os estados com as reduções mais significativas do Brasil. Na análise comparativa nacional, o território potiguar fica atrás apenas da Bahia, que registrou uma retração de 1,83%. O movimento reflete uma tendência observada em 19 estados brasileiros ao longo do último mês, aliviando o orçamento das famílias que dependem do combustível para o deslocamento diário e a manutenção de suas atividades produtivas.

Complementando o cenário regional, estados como Rio Grande do Sul, Goiás e Pernambuco também apresentaram baixas, com percentuais de 1,29%, 1,26% e 1,24%, respectivamente. Enquanto isso, a média nacional apontou um recuo de 0,68%, com o litro do combustível passando de R$ 6,821 em julho para R$ 6,774 em agosto.

Além da gasolina, outros combustíveis apresentaram variações de preço. O etanol teve queda de 2,06% no País em agosto, enquanto o diesel S-10 recuou 0,51%. No acumulado desde o mês de maio, a redução do etanol chega a 7,45%, enquanto o diesel S-10 contabiliza baixa de 1,97%.

A ValeCard aponta que a formação dos preços ao consumidor final é multifatorial, dependendo de custos de distribuição, revenda, carga tributária e condições de abastecimento regional. O cenário atual também é influenciado pela prorrogação da subvenção à gasolina, anunciada pelo Governo Federal na quarta-feira (26/08), com vigência estabelecida até 09/09.

Apesar do alívio pontual, a empresa alerta que a estabilidade dos valores permanece atrelada à cotação do petróleo no mercado internacional, variações cambiais e custos logísticos. A medida, contudo, desempenha um papel fundamental na contenção de repasses imediatos aos motoristas.

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