ARTICULAÇÃO E CONFLITOS

Damares critica ataques dentro da direita e afirma que campo político abandona seus soldados

Foto da senadora Damares Alves discursando no plenário do Senado Federal.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) durante sessão no Senado em 13 de julho de 2026.

A senadora do Republicanos-DF lamentou ser alvo de integrantes do próprio espectro ideológico e defendeu a produtividade de sua gestão na CDH.

A senadora Damares (Republicanos-DF) declarou publicamente, nesta terça-feira, 14/07/2026, que a direita brasileira possui o hábito de abandonar seus próprios integrantes diante de pressões externas. A parlamentar manifestou seu descontentamento em razão de uma série de ataques recebidos recentemente por parte de apoiadores do seu próprio campo ideológico.

O desabafo ocorreu após o Plenário do Senado ser palco de questionamentos sobre sua atuação política. "Eu queria chamar a atenção dos amigos, especialmente dos amigos da minha turma do lado de cá, da direita: parem de acreditar em tudo que está sendo dito e parem de atacar os seus próprios soldados. Infelizmente, eu tenho observado que a direita é um exército que deixa para trás seus próprios soldados", afirmou Damares durante sessão realizada em 13 de julho de 2026.

Em meio às tensões, a parlamentar destacou os resultados de sua gestão à frente da Comissão de Direitos Humanos. Segundo a senadora, a CDH lidera o ranking de atividades, deliberação de matérias e audiências públicas no Senado. "É assim que eu mostro para o Brasil como conservadores trabalham", pontuou.

O desgaste na relação com parte da base aliada intensificou-se em 1º de julho de 2026, quando Damares tornou públicas ameaças que passou a sofrer. As ofensas foram desencadeadas após falas do pré-candidato a deputado federal pelo PL no Paraná, Oswaldo Eustáquio, que proferiu ataques de cunho pessoal contra a senadora.

A situação atingiu um limite ético quando a família da senadora foi envolvida. Damares relatou que sua filha adotiva, uma indígena, tornou-se alvo de hostilidades na rede, incluindo o compartilhamento de imagens que simulavam violência contra ambas. O caso expõe a crescente polarização dentro do espectro conservador, que tem gerado divisões e episódios de violência virtual entre aliados.

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