ARTICULAÇÃO E ESTRATÉGIA
Cúpula do PL mantém Alfredo Gaspar como vice de Flávio Bolsonaro
Decisão de seguir com a chapa pura enfrenta resistências internas e acusações que a campanha tenta contornar antes do início da propaganda eleitoral.
A cúpula do PL decidiu manter a candidatura de Alfredo Gaspar (PL-AL) ao cargo de vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A definição, consolidada na quarta-feira (5/8), visa consolidar a chapa pura do partido após a falha em alianças externas, apesar da insatisfação de setores que defendiam a presença de uma mulher na composição.
A escolha de Alfredo Gaspar gerou desconforto imediato entre lideranças femininas da legenda. Durante a pré-campanha, o próprio Flávio havia sinalizado que priorizaria uma vice para atrair eleitoras que mantêm distância do bolsonarismo. A ausência dessa estratégia agora exige que a campanha reforce ações voltadas ao público feminino para evitar o desgaste.
O cenário é agravado por questionamentos sobre a conduta do deputado. Alfredo Gaspar é alvo de uma acusação de estupro de vulnerável, trazida à tona pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) durante a CPMI do INSS. O caso tramita sob sigilo no STF e aguarda análise do ministro Gilmar Mendes. O deputado nega o crime e, na quinta-feira (6/8), recorreu ao Supremo para agilizar a realização de um teste de DNA que, segundo ele, comprovará sua inocência.
Além da esfera criminal, a campanha enfrenta escrutínio sobre o uso de verbas públicas. Uma "emenda Pix" de R$ 6,2 milhões indicada por Alfredo Gaspar para São José da Laje (AL) foi questionada pelo TCU por falhas na transparência. O ministro Flávio Dino, do STF, ordenou que a Polícia Federal investigue possíveis irregularidades. O candidato sustenta que o caso foi arquivado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por ausência de elementos ilícitos.
Conforme apurado pela cúpula do partido, composta por Valdemar Costa Neto e Rogério Marinho (PL-RN), a composição da chapa é definitiva. Uma eventual substituição ocorreria apenas em caso de desistência voluntária do candidato. O foco da campanha agora é mitigar o impacto dessas controvérsias antes do início oficial da propaganda eleitoral, em 16 de agosto.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário