CRISE FINANCEIRA ESTATAL

Correios registram prejuízo de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre de 2026

Fachada de uma agência dos Correios durante o expediente
Fachada de unidade dos Correios com movimentação de funcionários e equipamentos — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

A estatal acumula 16 trimestres de déficit e negocia empréstimo de R$ 7 bilhões, enquanto a União planeja aporte de capital até 2027.

A Empresa de Correios e Telégrafos (Correios) divulgou suas demonstrações financeiras referentes ao primeiro semestre de 2026, revelando um prejuízo de R$ 5,6 bilhões. O balanço, publicado no sábado (29/08), marca o 16º trimestre consecutivo de déficit para a estatal, evidenciando um cenário de fragilidade econômica que impacta diretamente a sustentabilidade dos serviços postais e a gestão do patrimônio público.

Embora o resultado negativo persista, os números do segundo trimestre de 2026 indicam uma leve desaceleração do prejuízo em comparação aos dois trimestres anteriores, sinalizando um possível movimento de recuperação operacional. Apesar dessa sinalização, a saúde financeira da Empresa permanece sob rigorosa atenção.

Para contornar o déficit, os Correios confirmaram que estão em fase avançada de estruturação de uma nova operação de crédito estimada em R$ 7 bilhões. A operação, que ainda não teve os detalhes contratuais divulgados, contará com a União como fiadora, garantindo a solvência da dívida junto às instituições financeiras participantes.

Em paralelo, a União formalizou o compromisso de realizar um aporte de capital de R$ 6 bilhões na estatal. O recurso deverá ser injetado nos cofres dos Correios até o final de 2027, com o objetivo estratégico de fortalecer a situação patrimonial e econômica da organização a longo prazo.

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