QUEBRA DE DECORO
Corregedoria da PC investiga escrivão por uso indevido da farda em site de acompanhantes
Odezio Graucio de Oliveira Junior, de 24 anos, é alvo de apuração. Anúncios ofereciam serviços por R$ 200 a hora, prometendo sigilo.
A Corregedoria-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso iniciou, nesta sexta-feira, 01/05/2026, uma rigorosa investigação contra o escrivão Odezio Graucio de Oliveira Junior. A decisão surge após o policial, de 24 anos, ser flagrado supostamente em um site de acompanhantes, utilizando a farda da corporação em fotos e oferecendo serviços sexuais, o que configura grave quebra de decoro e uso indevido de símbolos institucionais. O caso, que gera impacto direto na dignidade da função policial e na confiança da sociedade na instituição, promete desdobramentos administrativos que podem ir da suspensão à demissão.
Sob o codinome “policial novinho”, o servidor teria anunciado programas por R$ 200 a hora, prometendo "segurança, total sigilo e discrição" aos clientes. As descrições, que utilizavam características físicas do escrivão e referências diretas à sua profissão para atrair interessados, chocam pela exploração indevida da imagem da Polícia Civil para fins privados. Essa conduta, se confirmada, abala a credibilidade de uma instituição que tem como premissa a proteção e a ética.
O caso ganhou ampla repercussão depois que imagens do policial vestindo apenas a camisa da Polícia Civil viralizaram em plataformas de conteúdo adulto. A instituição agiu prontamente, confirmando, por meio de nota, que a Corregedoria já está a par dos fatos e adota "providências cabíveis" para apurar a infração disciplinar e o uso indevido de símbolos oficiais da corporação, conforme divulgado pelo Metrópoles.
A gravidade das acusações pode levar o escrivão a responder administrativamente. As sanções previstas variam de suspensão à demissão, uma vez que o estatuto dos servidores públicos proíbe expressamente condutas que comprometam a dignidade da função policial ou que utilizem bens do Estado para fins privados e ilícitos. É crucial ressaltar que a decisão ainda não é definitiva, dependendo da conclusão da investigação.
Em contrapartida, a defesa de Odezio Graucio de Oliveira Junior emitiu nota oficial negando veementemente as acusações. Os advogados do servidor contestam a autenticidade das imagens, levantando a suspeita de que o material possa ter sido alterado.
“As imagens atribuídas ao servidor são expressamente contestadas, inclusive quanto à autenticidade, origem, contexto, eventual adulteração, montagem, manipulação digital ou uso indevido de recurso de inteligência artificial”, afirmou a equipe jurídica do escrivão. O processo segue sob sigilo administrativo enquanto a perícia técnica analisa o material colhido nos sites de conteúdo adulto, buscando determinar a veracidade das provas.
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