ATAQUE À OPOSIÇÃO

Coronel Hélio diz que Flávio Bolsonaro tem melhor relação humana que Jair Bolsonaro

Coronel Hélio em evento político.
Coronel Hélio, pré-candidato ao Senado pelo PL-RN.

Pré-candidato ao Senado pelo PL-RN afirma que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é mais preparado para ampliar diálogos. Críticas diretas também atingem o governo Lula, classificado como 'gastador'.

O pré-candidato ao Senado Coronel Hélio (PL-RN) declarou que Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, demonstra mais habilidade política e pessoal do que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O militar, que afirma conhecer Flávio “desde menino”, apresentou o aliado como um nome mais preparado para expandir diálogos, especialmente com a juventude e com setores que, segundo ele, estariam insatisfeitos com o atual governo federal.

Ao comentar o lançamento da pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro no fim do ano passado, Coronel Hélio reconheceu que houve instabilidade no campo bolsonarista, atribuindo parte dela ao que chamou de “fogo amigo”. O pré-candidato mencionou Michelle Bolsonaro, que tem apresentado atritos com Flávio, e elogiou a ex-primeira-dama, afirmando que conflitos familiares são naturais. Contudo, ponderou que Michelle e Flávio ocupam papéis distintos: “Ela cumpre um papel de esposa, ele cumpre um papel de filho”.

Ao defender a capacidade de Flávio Bolsonaro de se comunicar com públicos com os quais a direita tem menos conexão, Coronel Hélio ressaltou: “Flávio é muito melhor do que o pai nas relações humanas”. Ele destacou que essa característica pode auxiliar o senador a se conectar com a juventude, inclusive por meio de estratégias mais informais nas redes sociais, citando as “dancinhas” de Flávio durante agendas pelo país. As pautas do senador, segundo o militar, combinam defesa da economia, aproximação com mulheres e endurecimento na segurança pública.

Coronel Hélio também sustentou que Flávio Bolsonaro representa uma proposta de renovação, mesmo exercendo mandatos eletivos desde 2003. Para o pré-candidato ao Senado, a renovação está no modelo defendido pelo parlamentar, que prega “tolerância zero para a segurança, liberdade econômica, tesouraço nos impostos”.

Na avaliação do militar, Flávio Bolsonaro se diferencia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por apresentar uma agenda de redução do Estado e de maior rigor contra o crime. As críticas ao governo Lula foram diretas. Coronel Hélio classificou a gestão federal como “gastador”, citou o aumento de ministérios, criticou despesas com cartão corporativo e o déficit público, e acusou a gestão petista de relativizar a corrupção, declarando: “É um modelo gastador”.

Sobre as relações entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, Coronel Hélio evitou críticas ao aliado. Ele mencionou ter acompanhado a entrevista coletiva em Brasília na qual Flávio Bolsonaro explicou o caso e afirmou que intenções de voto perdidas nas pesquisas não migraram para outros candidatos, mas ficaram em “stand-by”, retornando agora. Ele comparou o cenário ao início da campanha de Jair Bolsonaro em 2018, quando, segundo ele, o então candidato tinha 3% das intenções de voto no Rio Grande do Norte. “Hoje, a realidade do Estado é que Flávio tem 35%. É uma outra realidade”, disse.

Eleições no RN

Na disputa estadual, Coronel Hélio demonstrou confiança de que a direita poderá conquistar as duas vagas ao Senado em disputa no Rio Grande do Norte. O pré-candidato afirmou que sua candidatura está consolidada após um período de dúvidas internas no PL. Segundo ele, a movimentação dos últimos meses acabou fortalecendo seu nome, declarando: “O povo colocou a digital”, citando o entusiasmo de movimentos sociais de direita com sua candidatura.

Coronel Hélio afirmou que a chapa formada pelos pré-candidatos Álvaro Dias (governador), Babá Pereira (vice-governador), Styvenson Valentim (senador) e ele próprio estará unida na campanha e será vitoriosa. Ao ser perguntado se acreditava na eleição dos dois candidatos da direita ao Senado, respondeu de forma enfática: “Eu não tenho dúvida disso. Dia 1º de fevereiro, estaremos juntos em Brasília na posse.”

O principal ponto de tensão abordado na entrevista foi a postura de Styvenson Valentim (Podemos), cobrado por aparecer distante das agendas com Álvaro Dias e Coronel Hélio. O pré-candidato reconheceu que o senador tem um jeito próprio de fazer política, mas negou falta de compromisso com o grupo. Afirmou que Styvenson “mudou”, “se adaptou à nova realidade” e já declarou apoio à chapa completa. Para justificar a ausência do senador em agendas conjuntas, Coronel Hélio disse que Styvenson estava cumprindo um calendário de entregas e visitas a obras até 4 de julho, prazo limite para que pré-candidatos apareçam em inaugurações, segundo a legislação eleitoral. “Ele vai começar a entrar na agenda majoritária após essas entregas”, afirmou.

Coronel Hélio também elogiou o desempenho eleitoral de Styvenson Valentim, destacando que o senador mantém força mesmo em municípios onde não conta com apoio de prefeitos. Ao avaliar o colega de chapa, o militar disse estar mais atento às entregas feitas por Styvenson do que ao estilo pessoal do senador, citando ações nas áreas de saúde, tratamento do câncer, educação, segurança e infraestrutura, além de obras como a recuperação do Canal das Lavadeiras, nas Quintas. “Eu estou mais preocupado com as entregas que ele faz do que, propriamente dito, com a pessoa do Styvenson”, afirmou.

Para o pré-candidato, esse histórico criou uma conexão direta entre Styvenson Valentim e parte do eleitorado potiguar, o que explicaria sua liderança em pesquisas e reforçaria a possibilidade de a direita conquistar as duas cadeiras em disputa.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário