QUALIDADE DE VIDA

Copenhague lidera ranking global de qualidade de vida da Economist Intelligence Unit

Vista panorâmica de cidade brasileira, destacando o contexto das metrópoles no ranking da Economist Intelligence Unit.
Três cidades brasileiras aparecem entre melhores lugares para morar.

Copenhague mantém o topo pelo segundo ano consecutivo enquanto conflitos no Oriente Médio derrubam posições de centros regionais. Brasil figura fora do top 100.

A Economist Intelligence Unit (EIU) elegeu Copenhague como a cidade com a melhor qualidade de vida do mundo, em um levantamento divulgado nesta sexta-feira, 10/07/2026. A decisão, que consolida a capital dinamarquesa no topo pelo segundo ano consecutivo, baseou-se na análise de 173 cidades globais, avaliadas por critérios de saúde, educação, infraestrutura, cultura, meio ambiente e estabilidade social.

Este índice, originalmente criado para subsidiar departamentos de recursos humanos na definição de benefícios para expatriados, reflete o impacto direto da geopolítica na dignidade e na segurança do cidadão. Enquanto cidades como Viena, Melbourne, Sydney, Zurique, Genebra, Osaka, Adelaide, Vancouver e Tóquio compõem o topo da lista, o cenário global revela desigualdades profundas.

O levantamento destaca que o agravamento dos conflitos no Oriente Médio prejudicou significativamente a habitabilidade da região. Cidades que antes atraíam talentos estrangeiros pela infraestrutura, como Dubai, Abu Dhabi e Doha, registraram quedas no ranking. Mascate, em Omã, sofreu a maior retração, caindo 14 posições devido a ataques com drones iranianos. Em contraste, na Síria, Damasco permanece como a cidade com as piores condições do mundo desde 2013, ao lado de Trípoli, na Líbia, e Daca, em Bangladesh.

No Brasil, o desempenho aponta desafios estruturais. O Rio de Janeiro, na 108ª posição, é a cidade brasileira mais bem colocada, seguido por São Paulo, no 115º lugar, e Manaus, na 134ª colocação. Nenhuma localidade nacional integra o grupo das cem melhores, evidenciando distâncias entre a realidade local e os padrões internacionais de serviço público e segurança.

O relatório ressalta, entretanto, movimentos de melhora em outras partes do mundo. A China, por exemplo, registrou o maior avanço nesta edição, impulsionada por investimentos em expansão da rede pública de saúde. Os dados são definitivos para o ciclo anual de 2026, servindo como métrica para o planejamento urbano e corporativo internacional.

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