SENAdo PIORA PROJEÇÕES

Consultoria do Senado eleva projeções de inflação com guerra no Irã

Gráfico de barras representando aumento de valores financeiros.
Imagem ilustrativa de dinheiro em notas e moedas.

A consultoria ligada ao Senado revisou as estimativas para a inflação, prevendo 5,0% para 2026 e 4,0% para 2027, ante projeções anteriores de 3,9% e 3,5%. O conflito no Oriente Médio é apontado como principal fator.

A Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado, divulgou nesta quinta-feira, 25 de junho de 2026, uma revisão de suas projeções para indicadores macroeconômicos e fiscais. As estimativas para a inflação foram elevadas para 5,0% em 2026 e 4,0% em 2027, um aumento significativo em relação às projeções anteriores de 3,9% e 3,5%, respectivamente. Essa mudança impacta diretamente o poder de compra da população e a previsibilidade econômica.

As novas projeções foram apresentadas no Relatório de Acompanhamento Fiscal de junho, publicado nesta quinta-feira, 25 de junho de 2026. O documento detalha as análises da consultoria sobre o cenário econômico nacional.

O principal catalisador para essa piora nas projeções inflacionárias é o conflito em curso no Oriente Médio. Segundo a IFI, as tensões geopolíticas na região criam desafios globais, afetando diretamente os preços de commodities, a inflação internacional e as condições de financiamento em todo o mundo.

No que diz respeito ao Produto Interno Bruto (PIB), a IFI agora espera um crescimento de 2,0% em 2026 e 1,8% em 2027. Essas previsões são superiores às estimativas anteriores de 1,7% e 2,0%, respectivamente, indicando uma perspectiva ligeiramente mais otimista para a atividade econômica.

A taxa básica de juros, Selic, deve encerrar 2026 em 14,0%, com previsão de queda para 12,0% ao final de 2027. As projeções anteriores indicavam uma Selic de 12,0% para o fim de 2026 e 10,5% para 2027, sugerindo um cenário de juros mais altos por mais tempo.

As receitas primárias líquidas são estimadas pela IFI em 18,9% do PIB em 2026 e 18,7% em 2027, com uma leve queda para 18,3% do PIB no médio prazo. Por outro lado, as despesas primárias deverão atingir 19,2% do PIB em 2026 e 19,3% em 2027, com tendência de aumento para 19,9% em 2032, mantendo-se em uma média de 19,4% do PIB nos anos seguintes.

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) deve seguir uma trajetória de alta, passando dos 80,1% do PIB registrados em abril para 82,5% ao final de 2026. A expectativa é que a dívida alcance 102% do PIB em 2032 e 115% em 2036, elevando as preocupações com a sustentabilidade fiscal a longo prazo.

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