ARTICULAÇÃO POLÍTICA

Flávio Bolsonaro minimiza críticas de futuro ministro à gestão da pandemia

Flávio Bolsonaro em motocarreata na Costa Verde do Rio de Janeiro
O senador Flávio Bolsonaro durante evento de campanha política — Metrópoles/ Sam Pancher

O senador defende a escolha de Claudio Lottenberg para a Saúde e evita polêmicas sobre declarações passadas do médico a respeito da condução da Covid-19.

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) minimizou críticas feitas por Claudio Lottenberg, anunciado como seu futuro ministro da Saúde, à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a crise sanitária da Covid-19. O posicionamento foi manifestado neste sábado (29/08), momento em que o parlamentar reforçou a confiança na competência técnica do médico para assumir a pasta em uma eventual gestão.

Ao ser questionado sobre declarações passadas de Lottenberg, que apontaram falhas na coordenação federal durante a pandemia, Flávio afirmou que prefere focar em propostas futuras. O senador argumentou que o cenário da crise sanitária ainda gera incertezas sobre as melhores estratégias adotadas à época.

"Eu estou olhando para a frente. O passado, não adianta ficar discutindo. Eu acredito que muita coisa que a gente passou pela pandemia, até agora ninguém tem certeza exatamente de qual é a melhor forma, o que tinha que ser feito, o que deu certo, o que não deu", declarou o candidato.

O parlamentar justificou a escolha de Claudio Lottenberg, atual presidente do Conselho do Hospital Israelita Albert Einstein, pela necessidade de implementar um padrão de excelência na rede pública. "Ele é muito preparado e foi escolhido para levar o padrão Einstein para todo o SUS", afirmou.

A declaração ocorreu durante agenda política em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro. Flávio participou de uma motocarreata e de uma "barcociata" ao lado de aliados como Douglas Ruas (PL) e Renato Araújo (PL).

Em março de 2021, durante o auge de óbitos diários pela doença, Lottenberg criticou publicamente o governo federal pela ausência de uma linguagem única e de exemplos de liderança no cumprimento de medidas sanitárias, como o uso de máscaras. Na ocasião, o médico destacou que a gestão não conseguiu construir um entendimento nacional eficaz, contrastando com o posicionamento que Jair Bolsonaro mantinha na época.

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