REGULAÇÃO DE TECNOLOGIA

Comissão Europeia exige que Google abra o Android para concorrentes de IA

Smartphone exibindo configurações de assistentes de inteligência artificial.
Mudança regulatória na UE força abertura do sistema operacional Android para novos competidores de inteligência artificial.

A medida visa quebrar o domínio de gigantes no mercado de assistentes virtuais, impondo novos padrões de interoperabilidade até 2027.

A Comissão Europeia determinou que o Google deve ampliar o acesso de agentes de IA de terceiros aos recursos do Android, visando fomentar a concorrência no mercado de tecnologia. A decisão, que impacta a forma como assistentes virtuais operam em milhões de dispositivos, foi oficializada para garantir que ferramentas como o Gemini não mantenham exclusividade privilegiada no ecossistema móvel, sendo que essa mudança deve ser implementada até julho de 2027.

Nesta segunda-feira, 20/07/2026, o cenário regulatório reforça os princípios da Lei dos Mercados Digitais (DMA). O objetivo central da iniciativa é permitir que usuários na UE tenham autonomia para integrar assistentes de sua preferência, que deverão ser capazes de operar aplicativos e acessar comandos de voz com a mesma profundidade técnica que as soluções nativas do Google e da Apple.

O Google, sob a justificativa de proteger a integridade de dados, manifestou resistência. Segundo Kent Walker, presidente de assuntos globais do Google e da Alphabet, abrir permissões sensíveis no dispositivo poderia enfraquecer a privacidade dos cidadãos e expor segredos comerciais. Em paralelo, a Apple também mantém cautela, argumentando que a interconectividade exigida pelo bloco pode comprometer o controle sobre informações privadas dos usuários.

Especialistas em Direitos Humanos, como Calli Schroeder, do Electronic Privacy and Information Center, sugerem que os argumentos das empresas devem ser avaliados com ceticismo, considerando se a preocupação com a privacidade surge apenas quando o controle de mercado é ameaçado. A partir de janeiro de 2027, o Google será obrigado a compartilhar dados de pesquisa, um passo que reguladores acreditam ser essencial para equilibrar o poder na corrida da IA.

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