VOTO DECISIVO
Colômbia define neste domingo o futuro de seu primeiro governo de esquerda em eleição presidencial
A Colômbia vai às urnas em 30 de maio de 2026 para escolher entre três candidatos presidenciais. O pleito definirá a continuidade da primeira gestão de esquerda do país, em meio a desafios de segurança e polarização política.
Nesta sábado, 30 de maio de 2026, a Colômbia definirá nas urnas o futuro de seu primeiro governo de esquerda. A eleição presidencial colocará em jogo a continuidade de uma gestão que enfrenta o avanço da ultradireita e uma onda de violência, dez anos após a assinatura dos Acordos de Paz com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). A criminalidade ressurgiu como uma das principais preocupações para os eleitores.
A disputa concentra-se nos cargos de Presidência e Vice-Presidência. O Legislativo já teve suas definições em março deste ano, com a ampliação da liderança do partido Pacto Histórico, de Gustavo Petro, no Senado e na Câmara de Representantes.
A expectativa é de que a eleição não se resolva em primeiro turno. Pesquisas indicam uma divisão acirrada entre três principais presidenciáveis.
Iván Cepeda, indicado por Petro, lidera as intenções de voto com 44,6%, segundo levantamento da Invamer divulgado na semana passada. Com formação em filosofia e trajetória como senador, Cepeda é conhecido por seu ativismo em direitos humanos e esforços pela paz, contrastando com a figura de Álvaro Uribe, ex-presidente e seu antagonista público.
Paloma Valencia, do partido Centro Democrático, representa a direita tradicional. Neta de um ex-presidente, ela atua como senadora, mas aparece em terceiro lugar nas pesquisas com 14% das intenções de voto, atrás do advogado Abelardo de la Espriella.
Espriella, que emula o estilo de Nayib Bukele, aposta em um discurso firme contra a criminalidade, tema central para 41% da população colombiana. Sua ascensão nas pesquisas, saindo de 21,5% para 31,6% em poucas semanas, reflete a busca por segurança e ordem pública.
O eleitorado colombiano demonstra admiração por líderes internacionais como Bukele, Donald Trump, Lula e Javier Milei. A campanha de Espriella inclui promessas de mobilização militar e declarações contundentes contra a esquerda, num cenário de polarização evidenciado pela aprovação e desaprovação da gestão Petro.
A fragmentação do centro político e a ausência de uma candidatura unificada entre os descontentes com Petro contrastam com a ascensão de Espriella. A violência política, lembrada pelo atentado contra o pré-candidato Miguel Uribe Turbay, adiciona um pano de fundo histórico à atual disputa.
Cepeda, cuja trajetória política é marcada pela luta por direitos humanos e pela paz, incluindo sua atuação nos Acordos de 2016, propõe a retomada do diálogo com o ELN. A persistência de desafios como a segurança e a reforma do sistema de saúde moldam a perspectiva de um eleitorado que busca avanços em diversas áreas, como meio ambiente, educação e saúde, indicam análises como a da cientista política Angie Katherine González.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário