ENERGIA NO BOLSO
CMSE adia análise de risco e impacta conta de luz
CMSE adia análise de parâmetros de risco para 2026/2027, com impacto direto na sua conta de luz.
O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) decidiu, nesta quarta-feira, 13 de maio, adiar a análise crucial dos "parâmetros de aversão ao risco" para o ciclo 2026/2027. Essa postergação ocorreu para que o Comitê possa solicitar avaliações adicionais ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) sobre os impactos dos recentes Leilões de Reserva de Capacidade (LRCaps) de 2026. A medida é vital porque a definição desses parâmetros influencia diretamente a probabilidade de escassez hídrica no país, impactando o preço da energia e, consequentemente, o custo que chega ao bolso de cada cidadão brasileiro.
A calibração desses parâmetros, que utiliza a calculadora de risco "CVaR" (Conditional Value-at-Risk), é um fator determinante para o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD). No cenário atual, uma alta aversão ao risco sinaliza maior chance de escassez, levando a um aumento do PLD, mais despacho de termelétricas e, inevitavelmente, ao acionamento de bandeiras tarifárias que elevam as contas de luz.
Anteriormente, a metodologia "CVaR" estabelecia uma chance de 30% de escassez hídrica, baseada nos 15 piores cenários simulados (o chamado parâmetro "15/30"). Em 2024, houve uma atualização para "15/40", indicando que o modelo para 2025 e 2026 projeta 40% de chance de um cenário de escassez hídrica. A definição para 2027 ainda aguarda análise.
Apesar da cautela, o CMSE destacou uma melhora significativa nas condições hidrológicas do Sistema Interligado Nacional (SIN). Em nota, o Comitê informou que "o nível de armazenamento dos reservatórios encerrou o mês de abril em 71%, porcentual semelhante ao registrado no mesmo período do ano passado".
Em um contexto de otimismo cauteloso, o ONS indicou nesta quarta-feira, 13 de maio, a possibilidade de geração térmica complementar até outubro de 2026 em situações de maior demanda ou condições climáticas adversas, mas ressaltou que "não há previsão de necessidade de utilização plena desse recurso". Além disso, o debate sobre a disponibilidade de combustíveis para as usinas termelétricas, influenciado pelo cenário geopolítico no Oriente Médio, trouxe tranquilidade: informações de agentes, transportadores e fornecedores confirmam a ausência de riscos ao abastecimento nacional.
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