LUTO NA CULTURA

Cláudio Galvão, pilar da memória e cultura potiguar, morre aos 88 anos

Retrato do pesquisador e historiador Cláudio Galvão.
Cláudio Galvão deixou uma obra dedicada ao resgate da memória potiguar.

O historiador e professor da UFRN dedicou a vida ao resgate de acervos históricos e à preservação da identidade do Rio Grande do Norte.

O Rio Grande do Norte perde uma de suas figuras mais emblemáticas na preservação da identidade cultural nesta terça-feira, 14/07/2026. O professor, historiador e escritor Cláudio Augusto Pinto Galvão faleceu aos 88 anos, deixando um legado que entrelaça o rigor acadêmico com a sensibilidade necessária para resgatar a alma da música e da literatura potiguar.

As últimas homenagens acontecem nesta terça-feira, 14/07/2026. O velório terá início às 12h, no São José Crematório e Memorial, situado na Rua São José, no bairro de Lagoa Seca, em Natal. A despedida segue com uma missa às 15h e o sepultamento marcado para as 17h, no Cemitério do Alecrim.

A trajetória de Cláudio Galvão na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) foi marcada pela vanguarda. Como fundador e primeiro chefe do Departamento de Artes (Deart), entre 1974 e 1981, ele pavimentou caminhos para o ensino artístico formal no estado. Sua vocação para guardião da história materializou-se ainda na criação do Laboratório de Restauração e Conservação de Livros e Documentos Históricos (Labre), fundamental para a recuperação do acervo do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN).

Sua produção literária, composta por 19 obras, é uma peça central na compreensão da cultura regional. Entre suas publicações, destacam-se estudos sobre Oswaldo de Souza, Tonheca Dantas, Auta de Souza e Othoniel Menezes. Mesmo após sua aposentadoria, em 1991, Cláudio Galvão não cessou a atividade, mantendo o compromisso com o resgate poético até seu último livro, publicado em 2021.

Em nota oficial, o Governo do Rio Grande do Norte reconheceu o falecimento, destacando que o intelecto de Cláudio Galvão se tornou referência para gerações, servindo como um elo entre o passado artístico potiguar e a produção contemporânea.

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