POLÍCIA CIVIL EM ATAQUE

Classificados em concurso da Polícia Civil do RN cobram nomeação em ato público

Grupo de pessoas com faixas em frente a um prédio governamental.
Aprovados em concurso da Polícia Civil do RN realizam ato público cobrando nomeação e convocação.

Aprovados no certame, que aguardam nomeação e convocação para o Curso de Formação Profissional, protestam contra o déficit histórico de efetivo e a baixa taxa de investigação de crimes no estado. Prazo do concurso se aproxima.

Aprovados em concurso da Polícia Civil do Rio Grande do Norte realizaram, na manhã desta terça-feira, 07/07/2026, um ato público em frente à Governadoria do Estado, em Natal. O grupo cobra do Governo do RN a nomeação dos candidatos já aptos e a convocação dos remanescentes para o Curso de Formação Profissional (CFP), essencial para o ingresso na corporação.

Atualmente, 155 candidatos já cumpriram todas as etapas do certame e aguardam para assumir os cargos de agente, delegado e escrivão. Outros 90 aprovados ainda precisam ser convocados para a fase final do concurso, que pode garantir sua entrada na Polícia Civil potiguar.

O protesto também evidencia o déficit histórico de efetivo na Polícia Civil, que impacta diretamente a capacidade de investigação de crimes no estado. Segundo dados da Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais (COINE) do Governo do RN, em 2025, apenas 16% das 77.140 ocorrências registradas evoluíram para a instauração de inquérito policial. Esse cenário revela a alta demanda por investigações e a necessidade urgente de pessoal.

Um Inquérito Civil do Ministério Público do RN aponta que a corporação opera com apenas 34% do efetivo previsto em lei, com 3 mil vagas abertas. Essa carência de servidores compromete a investigação criminal e o atendimento à sociedade.

Rafaella Pérsico, candidata aprovada para escrivão, explicou que a mobilização busca não apenas a nomeação e convocação, mas o fortalecimento da Polícia Civil diante do crescimento do crime organizado no Rio Grande do Norte. "Precisamos ampliar nossa capacidade de investigação e atendimento à sociedade", ressaltou.

Recentemente, o Governo do Estado publicou a nomeação de 150 policiais civis. No entanto, essas nomeações se limitaram a preencher vagas abertas por aposentadorias e outros desligamentos, sem representar um aumento real do efetivo da instituição.

Apesar de alegações sobre limitações fiscais, a reposição de cargos na segurança pública não estaria sujeita às restrições da Lei de Responsabilidade Fiscal, conforme reconhecido pelo próprio Estado. Os aprovados criticam a abertura de outros concursos e a nomeação para outras pastas, enquanto os resultados de um certame já realizado, e para o qual há candidatos aptos, são ignorados.

Outra preocupação é a proximidade do encerramento da validade do concurso (Edital nº 01/2020-PCRN), previsto para outubro de 2026. Com a duração média de três meses do Curso de Formação Profissional, o tempo restante é considerado insuficiente para novas convocações sem comprometer o aproveitamento dos candidatos.

Thalita Mendonça, que concorre a delegada, destacou a urgência da situação, não apenas para os candidatos, mas para a segurança pública do estado. "O aproveitamento desses candidatos deveria ser tratado como prioridade enquanto estratégia para melhorar a segurança do Rio Grande do Norte. A urgência não é apenas dos candidatos, mas da própria segurança pública", afirmou.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário