IGUALDADE DE GESTÃO
Ciro Gomes vê Lula e Bolsonaro como iguais na economia e abre porta para acordo com PL no Ceará
Ex-ministro Ciro Gomes critica condução econômica de Lula e Bolsonaro, mas admite flexibilidade em alianças regionais com o PL.
O ex-ministro Ciro Gomes declarou que os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) apresentam semelhanças marcantes na condução da política econômica do país. A análise foi divulgada em entrevista à revista Veja, publicada na sexta-feira, 19 de março de 2026.
Ciro Gomes, que se candidata ao governo do Ceará, pontuou que, apesar das distinções em discursos e estilos, ambos os líderes compartilham fundamentos na gestão econômica. Ele citou como exemplos o câmbio flutuante, a meta de inflação, a busca por superávit primário, a autonomia do Banco Central e as políticas voltadas para a Petrobras e a reforma da Previdência.

"Fui candidato a presidente disputando com Lula e Bolsonaro. Tirando a estética, os dois são rigorosamente iguais", afirmou o ex-ministro.
Segundo Ciro Gomes, os dois governantes seguem diretrizes econômicas similares, o que, em sua visão, demonstra a continuidade de um mesmo modelo de gestão no Brasil, independentemente de quem esteja no poder.
Contudo, o pré-candidato não descarta a possibilidade de uma aliança política com o PL no Ceará, ressaltando que acordos regionais podem ter dinâmicas distintas da esfera nacional. "A nossa desavença nacional com o PL é insuperável. Apoiar Flávio Bolsonaro não está em discussão", ressalvou ao comentar possíveis articulações no estado.
Essa abertura ocorre mesmo diante de resistências internas em seu próprio partido e de críticas de setores ligados ao bolsonarismo. Ciro Gomes também reconheceu que seu histórico de confrontos com Jair Bolsonaro pode apresentar obstáculos para aproximações mais amplas em nível nacional.
A entrevista consolida a estratégia de Ciro Gomes de se posicionar como uma alternativa crítica tanto ao PT quanto ao bolsonarismo no cenário político nacional, ao mesmo tempo em que sinaliza uma disposição para flexibilizações em contextos estaduais.
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