ALERTA NA ÁSIA
China intensifica presença naval perto de Taiwan após visita de Trump, diz oficial
Mais de cem navios de guerra e da Guarda Costeira chinesa foram mobilizados. Decisão eleva tensões na região e levanta questionamentos sobre segurança e autonomia da ilha.
O chefe do Conselho de Segurança Nacional de Taiwan, Joseph Wu, revelou nesta sábado, 23/05/2026, que a China mobilizou mais de cem navios de guerra e embarcações da Guarda Costeira em águas estratégicas, incluindo o mar Amarelo, o mar da China Meridional e o Pacífico. A ação, segundo Wu, representa uma intensificação da presença naval chinesa após a visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Pequim.
Joseph Wu acusou a China de minar a paz e a estabilidade regional com essa demonstração de força. Um alto funcionário taiwanês, que falou à agência AFP sob condição de anonimato, confirmou que o aumento do número de embarcações chinesas foi detectado nos últimos dias, embora algumas já estivessem presentes antes da cúpula entre os líderes.
A China, que considera Taiwan um território inalienável sob seu controle, não comentou oficialmente as declarações de Wu. Os Estados Unidos, por sua vez, mantêm uma política de reconhecimento de Pequim, mas se posicionam contra mudanças unilaterais no status quo da ilha e são seu principal fornecedor de armamentos.
Em conversa com Donald Trump em Pequim, o líder chinês Xi Jinping teria mencionado que a questão de Taiwan poderia desencadear conflitos. Após a visita, Trump indicou que ainda não tomou uma decisão sobre a aprovação de um novo pacote de vendas de armamentos para a ilha, apesar de a Lei de Relações com Taiwan, de 1979, determinar que os EUA devem garantir a autodefesa taiwanesa.
Já em março, a porta-voz do Gabinete de Assuntos de Taiwan do governo chinês, Zhu Fenglian, reiterou que Pequim não renunciará ao uso da força para reunificar a ilha, embora priorize uma solução pacífica. Ela ressaltou, contudo, que o direito de utilizar "todas as medidas necessárias" é reservado caso os objetivos não sejam alcançados pacificamente.
Questionado sobre a possibilidade de os EUA defenderem Taiwan em caso de um ataque chinês, Donald Trump evitou responder diretamente, afirmando que "há apenas uma pessoa que sabe disso, e essa pessoa sou eu. Eu sou o único". Ele prometeu tomar uma decisão sobre as novas vendas de armamentos.
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