GOLPE NA BOLSA

Chefe de esquema de R$ 440 milhões na Bolsa segue foragido

Foto de Francisco das Chagas, conhecido como "Chico Trader", apontado como chefe de esquema de golpes financeiros.
Francisco das Chagas, conhecido como "Chico Trader" — Foto: Reprodução

Francisco das Chagas, conhecido como "Chico Trader", é apontado como líder de grupo que lesou mais de 300 vítimas. Polícia Civil confirmou que ele não foi localizado e é considerado foragido desde o início do ano.

Francisco das Chagas, conhecido como "Chico Trader", é o principal alvo da Operação Extrema Confiança, deflagrada pela Polícia Civil para desarticular um esquema de falsas operações na Bolsa de Valores. A informação de que ele segue foragido foi confirmada nesta quarta-feira, 24/06/2026, pelo delegado Luciano Alcântara, do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC).

A confirmação ocorre um dia após a segunda fase da operação, que realizou mandados de prisão e busca em cidades do Piauí e do Maranhão. A investigação aponta que o grupo criminoso aplicou golpes em mais de 300 vítimas, totalizando uma movimentação de cerca de R$ 440 milhões em aproximadamente dois anos e meio.

Segundo a polícia, Francisco das Chagas Chaves da Silva, o "Chico Trader", é alvo de um mandado de prisão e seu paradeiro é desconhecido. No início de 2026, a polícia recebeu informações de que ele estaria em Ciudad del Este, no Paraguai. "Ele é considerado foragido desde o início do ano", explicou o delegado Luciano Alcântara.

Francisco das Chagas, conhecido como "Chico Trader" — Foto: Reprodução

Em 2025, o investigado foi ouvido por videoconferência e afirmou estar à disposição da Justiça. Contudo, após a informação sobre sua possível estadia no Paraguai, não houve mais contato. "Conseguimos ouvir mais de 100 vítimas que procuraram a Polícia", relatou Alcântara. Algumas vítimas relataram vergonha em denunciar, outras conseguiram recuperar parte dos valores investidos, enquanto algumas informaram perdas menores.

Um dos suspeitos era responsável por expandir o esquema, atraindo novas vítimas. Uma delas chegou a investir mais de R$ 1 milhão, o maior valor individual identificado até agora pela polícia. A investigação continua analisando movimentações financeiras após quebra de sigilo bancário para precisar o prejuízo total, que inclui transações em cartões e dinheiro em espécie.

A empresa "XTREME TRADE", registrada na Junta Comercial do Piauí e apontada como o centro do esquema, teve suas atividades suspensas por decisão judicial. A medida foi solicitada pela polícia ao identificar que a empresa poderia ser uma fachada para captar recursos com promessa de rendimentos mensais de até 10%. Caso se confirme o uso para aplicação de golpes, o registro da empresa poderá ser extinto.

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