VIOLÊNCIA NO CAMPO
Chacina em propriedade rural de Goiatuba choca a região sul de Goiás
Três pessoas foram mortas em uma fazenda durante um episódio de extrema violência, motivado por ciúmes. O principal suspeito permanece sob custódia hospitalar.
Três pessoas foram mortas em uma fazenda situada em Goiatuba, na região sul de Goiás, em um episódio de extrema violência que abalou a comunidade local. A Polícia Civil investiga o caso como uma chacina, com indícios claros de feminicídio e homicídios qualificados.
O crime ocorreu na noite de terça-feira (28). Segundo as autoridades, o suspeito, Leonardo José de Araújo, teria confrontado as vítimas em uma propriedade rural após uma crise de ciúmes, resultando na morte de Jaine Chaves, Beatriz Soares Souza e Nahtan Campos.
Dinâmica do crime e investigação
De acordo com o delegado Patrick Carniel, as vítimas estavam em uma casa de festas na propriedade quando o agressor iniciou o ataque, vitimando Beatriz e Nahtan no local. Posteriormente, o autor deslocou-se por cerca de 12 km até encontrar Jaine Chaves, que estava dentro de um carro, onde também foi morta. Após o ato, o suspeito teria atirado contra o próprio peito.
Leonardo José de Araújo foi localizado e preso em flagrante. Ele está internado em estado grave no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), onde permanece na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), respirando com auxílio de aparelhos. A manutenção de sua custódia e as medidas cautelares seguem sob sigilo conduzido pela Delegacia de Polícia de Goiatuba.
Impacto e contexto social
O delegado-geral da PC-GO, André Ganga, afirmou que o caso de Jaine é tratado como feminicídio, visto que a vítima e o suspeito mantinham um relacionamento há cerca de dois anos. Relatos de familiares, como o da irmã da vítima, Mileide Barbosa, indicam um histórico de comportamento possessivo por parte do agressor, que monitorava constantemente os passos da companheira.
A investigação prossegue para esclarecer a relação de Nahtan Campos com os envolvidos e os detalhes finais da dinâmica criminosa. Até o momento, o inquérito corre sob sigilo, e a Polícia Civil aguarda a evolução do quadro de saúde do investigado para a continuidade dos procedimentos legais.
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