ABUSO DE AUTORIDADE

CGPOL afasta Policial Civil por invasão violenta e agressão a servidores no Rio

Policiais invadem depósito
Policiais invadem depósito da Prefeitura no Rio

Agente intimidou servidores e destruiu patrimônio em depósito da Prefeitura. Afastamento preventivo enquanto apuração avança.

A Corregedoria-Geral da Polícia Civil (CGPOL) afastou preventivamente um de seus Policiais Civis das funções, nesta terça-feira, 05/05/2026. A medida foi tomada para investigar a conduta do agente, envolvido na invasão violenta de um depósito público da Prefeitura do Rio de Janeiro no último domingo, 3 de maio, onde servidores municipais foram ameaçados e agredidos. O incidente levanta sérias questões sobre o abuso de autoridade e a segurança dos trabalhadores no serviço público.

O caso chocou a comunidade e os próprios servidores da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop). Dois Policiais Civis invadiram o pátio municipal no bairro do Andaraí, Zona Norte, para resgatar à força um carro rebocado. O veículo, um Nissan Versa prata, havia sido guinchado por estacionamento irregular na noite de sábado, 2 de maio, durante as operações de segurança para o show da cantora Shakira em Copacabana. Posteriormente, identificou-se que o automóvel era uma viatura descaracterizada da Polícia Civil, utilizada em investigações.

A brutalidade da ação foi flagrada por câmeras de segurança e relatada por funcionários do pátio. Eles contaram que os Policiais, lotados na 60ª DP (Campos Elíseos), em Duque de Caxias, chegaram em uma viatura oficial e, ignorando os procedimentos legais para liberação do veículo, agiram com extrema violência. Imagens mostram os servidores sendo ameaçados e agredidos. Em um dos momentos mais chocantes, um dos Policiais chegou a apontar um fuzil diretamente para os trabalhadores, gerando pânico e indignação.

A violência escalou quando a viatura da Polícia Civil avançou contra o portão do depósito, destruindo a estrutura. Por muito pouco, uma funcionária da Seop não foi atropelada, escapando da tragédia por centímetros. A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) manifestou solidariedade aos seus servidores, lamentando profundamente “a truculência da ação” e reforçando o impacto emocional e físico que tais atos geram em quem está apenas cumprindo o seu dever.

A Corregedoria da Polícia Civil registrou o caso como transgressão disciplinar. A CGPOL reafirmou que não compactua com desvios de conduta e reiterou o compromisso da instituição com a legalidade e a defesa da sociedade, garantindo que o procedimento de apuração segue em andamento para determinar as responsabilidades e aplicar as sanções cabíveis. O afastamento preventivo do agente visa assegurar a isenção da investigação, que ainda não é definitiva e cabe recurso.

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