FISCALIZAÇÃO SOB RISCO

CFFC não aprova nenhuma auditoria na Câmara dos Deputados em 2026

Placa identificativa da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara.
Fachada da CFFC na Câmara dos Deputados.

Colegiado presidido pelo PT travou pedidos de auditoria e convocação de autoridades, concentrando a pauta em temas de baixo impacto institucional.

A CFFC (Comissão de Fiscalização Financeira e Controle) da Câmara dos Deputados não aprovou, ao longo de 2026, nenhuma proposta que envolvesse auditorias, fiscalização ativa ou a convocação de autoridades para prestar esclarecimentos. A interrupção das atividades de controle, confirmada nesta segunda-feira, 20/07/2026, compromete a transparência sobre o uso do dinheiro público em programas prioritários.

O colegiado, que deveria atuar como um dos principais mecanismos de equilíbrio e prestação de contas, é presidido neste ano por Alexandre Lindenmeyer (PT-RS). A paralisia das ações de fiscalização afeta diretamente a sociedade, uma vez que requerimentos vitais para a investigação da aplicação de recursos permanecem sem relator ou deliberação.

Entre as pautas represadas, encontram-se solicitações para auditar gastos com publicidade federal, verificar a execução do programa Minha Casa, Minha Vida e convocar o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, para detalhar a crise que atinge o INSS.

Dados técnicos da Frente Parlamentar de Fiscalização, Integridade e Transparência indicam que, das 186 proposições recebidas em 2026, 124 seguem sem votação — destas, 88% são de autoria da oposição. Enquanto isso, a comissão priorizou temas como moções e visitas técnicas, predominantemente apresentados por aliados do governo.

Hildo Rocha (MDB-MA), integrante da CFFC, classificou a situação como um cerceamento do mandato parlamentar. O deputado relatou que nem mesmo pedidos de auditoria sobre obras financiadas por suas próprias emendas avançaram, deixando comunidades sem infraestrutura básica por falta de verificação institucional.

A deputada Adriana Ventura (Novo-SP) reforçou a crítica, apontando o que chamou de "dupla trava" no controle das contas públicas, mencionando também a atuação do presidente da Câmara, Hugo Motta. O gabinete de Alexandre Lindenmeyer não respondeu aos questionamentos enviados até a publicação desta reportagem.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário