EMPREGO NO CAMPO
Cepea e CNA revelam agronegócio bate recorde de empregos em 2025
Setor gerou 28,4 milhões de ocupações, marcando o melhor desempenho da série histórica desde 2012.
O agronegócio brasileiro garantiu o sustento e a dignidade de 28,4 milhões de pessoas em 2025, um marco histórico que reforça o papel vital do setor na economia nacional. Essa conquista, a melhor da série histórica monitorada desde 2012, foi revelada por um estudo conjunto do Cepea (Centro de Pesquisa em Economia Aplicada) e da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), divulgado nesta quarta-feira, 06/05/2026. Os dados detalham como o campo não apenas produz alimentos, mas também gera desenvolvimento social e econômico em larga escala.
Em 2025, o setor ocupou uma fatia de 26,3% do mercado de trabalho formal brasileiro. Ao longo do ano, o agronegócio gerou cerca de 600 mil novos postos de trabalho, um avanço de 2,2% em relação a 2024, contribuindo com um terço de todas as novas vagas criadas no país e oferecendo perspectivas de futuro para milhares de famílias.
Os agrosserviços impulsionaram o crescimento do emprego, com uma expansão notável de 6,1%, que resultou na abertura de 601 mil novos postos. Esse salto reflete a vigorosa retomada das atividades agroindustriais, que abrangem desde o processamento até a produção de insumos, e demonstram a capacidade do setor em se adaptar e crescer.
O estudo do Cepea ainda indica que o bom desempenho da agropecuária, com safras recordes e aumento significativo nos abates animais, ampliou a demanda por mão de obra nos serviços relacionados. Esse cenário positivo demonstra a interconexão das diversas cadeias produtivas do agronegócio.
Outros segmentos que apresentaram salto no número de ocupações foram a agroindústria, com um aumento de 1,4% (equivalente a 66 mil novos empregos), e o setor de insumos, que cresceu 3,4% e criou 10,5 mil novas vagas. Esses números consolidam o agronegócio como um pilar de crescimento em múltiplos fronts.
Apenas o segmento primário do agronegócio registrou um declínio de 1,1% nas ocupações, resultando na perda de 87,3 mil postos. Apesar dessa retração pontual, o saldo geral permaneceu robusto.
O levantamento também traça um perfil detalhado do trabalhador. Em 2025, houve um crescimento notável de 4,6% no número de postos de trabalho com carteira assinada, somando 440 mil novas formalizações, e um aumento de 0,2% para empregos informais, com 9,9 mil pessoas. Ambos os registros atingiram o recorde da série histórica Cepea/CNA, mostrando um avanço na formalização e na estabilidade para os trabalhadores.
O número de trabalhadores autônomos também saltou 3,2%, totalizando 213 mil novos postos de trabalho. Isso indica uma crescente autonomia e empreendedorismo dentro do setor.
A qualificação profissional ganhou destaque. Em 2025, reduziram-se os percentuais de trabalhadores sem escolaridade (7,6%) e com ensino fundamental (0,9%), representando 223 mil postos a menos nessas categorias. Em compensação, o número de trabalhadores empregados com ensino médio (4,2%) e com ensino superior (8,3%) apresentou aumento significativo, totalizando 795 mil novos empregos para profissionais mais qualificados. Essa evolução mostra o compromisso do setor com o desenvolvimento humano e a modernização da mão de obra.
O ano também testemunhou um salto no contingente de homens (1,9%) e mulheres (2,6%) empregados no campo, evidenciando uma inclusão progressiva e um aumento gradual da presença feminina em um setor tradicionalmente masculino, refletindo a diversidade e a capacidade de adaptação do agronegócio.
Sob a supervisão de Luciana Franco
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