FUTURO DO BRB

Celina Leão pede a Lula aval federal para empréstimo urgente ao BRB

Presidente Lula e Celina Leão em evento, debatendo futuro do BRB.
Presidente Lula ao lado da vice-governadora Celina Leão durante inauguração do campus Sol Nascente do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília (IFB).

Instituição precisa de R$ 6,6 bilhões para cobrir prejuízos e evitar colapso no sistema financeiro.

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), buscará, nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026, o aval do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para um empréstimo essencial ao Banco de Brasília (BRB). Esta iniciativa é vista como uma medida urgente para resgatar a instituição de sua pior crise histórica e proteger a estabilidade financeira de milhares de cidadãos da capital e do entorno.

O ofício solicitando a colaboração do governo federal será formalmente encaminhado a Lula. O principal objetivo é acelerar a liberação de um empréstimo que o BRB tenta obter junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou por meio de um consórcio de bancos. O Governo do Distrito Federal (GDF) oferece bens como garantia para essa operação crucial.

A governadora Celina Leão planeja enfatizar ao presidente Lula o risco de um possível colapso financeiro que poderia se estender a outras instituições bancárias, caso a situação do BRB não seja prontamente resolvida. “A gente espera que ele tenha a sensibilidade”, afirmou a governadora, sublinhando a gravidade do cenário.

O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, expressou confiança em um entendimento entre Celina e Lula. Em entrevista concedida no sábado, 25 de abril de 2026, ao Metrópoles, Souza defendeu a urgência da situação: “Creio que, com a sensibilidade e o protagonismo da Celina e do presidente Lula, eles possam chegar ao entendimento para que ele possa dar aval. Os interesses do sistema financeiro nacional e do BRB em especial – porque envolve muito aspecto social – precisam estar acima dos interesses políticos. Pelo que conheço os dois, creio que vão chegar ao entendimento para o aval do Tesouro”. Sua fala ressalta o impacto social de uma eventual falência do BRB, que atende a uma vasta gama de clientes.

A crise do BRB é a mais profunda de sua história, desencadeada após vultosos prejuízos em negócios envolvendo o Banco Master. Uma auditoria interna, contratada pela nova gestão do BRB, revelou que R$ 13,3 bilhões das carteiras de crédito adquiridas eram total ou majoritariamente sem lastro, ou seja, desprovidas de garantias adequadas.

Para superar este desafio, o banco precisa urgentemente aumentar seu capital. A instituição busca um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para este fim, com bens do GDF servindo como garantia. Além disso, o BRB trabalha para reforçar sua liquidez através da venda de diversos ativos, numa corrida contra o tempo para restabelecer sua saúde financeira. A decisão final sobre o aval cabe ao presidente Lula, e a celeridade é crucial para o futuro da instituição e seus milhões de clientes.

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