VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇA

Caso Oliver Golden Grayson: menino morto pelo pai já fora afastado da família em SC

Foto de rosto do menino Oliver Golden Grayson
Oliver Golden Grayson, de 3 anos, foi vítima de agressões fatais após histórico de acompanhamento pelos órgãos de proteção.

Decisão judicial de 2025 permitiu retorno das crianças ao convívio dos pais após laudos psicossociais não apontarem riscos imediatos de maus-tratos.

O retorno de Oliver Golden Grayson e seus irmãos ao convívio familiar, determinado pela Justiça em junho de 2025, ocorreu após um período de três meses de afastamento preventivo em Santa Catarina. A medida, que visava garantir a proteção das crianças, foi revista após avaliações técnicas concluírem, naquele momento, que não existiam elementos concretos para manter o acolhimento institucional, garantindo-se assim a integridade dos menores sob os cuidados dos pais.

A história da família envolveu intervenções do Ministério Público Catarinense (MPSC), do Conselho Tutelar e da Polícia Militar ainda em 2025, quando residiam em Palmitos, no Oeste de Santa Catarina. A ação foi motivada por denúncias anônimas de vizinhos sobre possíveis agressões. Na ocasião, apesar da ausência de marcas físicas ou evidências imediatas de violência, o acolhimento foi aplicado por cautela. Durante o período de separação, relatórios do Serviço de Proteção Social Especial de Alta Complexidade do Município apontaram forte vínculo afetivo entre pais e filhos, o que embasou a decisão judicial pela reintegração familiar.

Após a mudança da família para Viamão (RS), o procedimento protetivo foi transferido para a Vara da Infância e da Juventude de Viamão (RS). O trágico desfecho ocorreu após Dandre Jermaine Grayson confessar ter espancado o filho, de 3 anos, sob a justificativa de que a criança não lhe dera "bom dia". A Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) conduz a investigação do caso.

O pai está em prisão preventiva desde o dia 5 de julho de 2026, decretada em audiência de custódia. Já a mãe, Mayanna Angelina Rodgers, foi presa preventivamente no dia 9 de julho de 2026, sob acusação de omissão. A defesa de Mayanna sustenta que ela também era vítima de um contexto de violência doméstica e vulnerabilidade. O caso segue sob apuração rigorosa das autoridades gaúchas.

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