VIOLÊNCIA NA ZONA RURAL
Caseiro e companheira são presos após latrocínio de idosa na Serra da Canastra
Suspeitos teriam assassinado mulher de 79 anos com arma branca para roubar bens. Polícia Civil de Minas Gerais investiga a dinâmica do crime.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) confirmou a prisão em flagrante de um casal suspeito de envolvimento no latrocínio de uma mulher de 79 anos, crime ocorrido na segunda-feira, 13/07/2026, na Zona Rural de São João Batista do Glória, na Região da Serra da Canastra. A ação policial foi desencadeada após os suspeitos, um homem de 38 anos, que atuava como caseiro no imóvel, e sua companheira, de 31 anos, serem apontados como autores do homicídio motivado pela busca de bens de valor da vítima.
O crime traz à tona a vulnerabilidade de idosos em áreas isoladas. Conforme apurado pela Polícia Militar de MG, o marido da vítima — que possui deficiência auditiva e dificuldades de locomoção — foi trancado em um cômodo durante a ação violenta. O homem, ao conseguir se libertar, encontrou a esposa já sem vida na varanda da residência. A brutalidade do episódio, que ceifou a vida de uma mulher em seu próprio lar, gerou comoção na comunidade local.
O sargento Leandro, da Polícia Militar de MG, relatou que a equipe foi acionada imediatamente após a descoberta do corpo. Em depoimento, o caseiro, que residia no local com a companheira há aproximadamente dois meses, tentou culpar a mulher pelo ato. Entretanto, ao ser localizada em Passos, a suspeita admitiu a participação de ambos, alegando que o objetivo da investida era roubar joias, dinheiro e pedras preciosas.
O Instituto Médico Legal recebeu o corpo da vítima para a realização de necropsia. De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais, os ferimentos constatados foram produzidos por um instrumento perfurocortante, corroborados por vestígios de sangue encontrados em diversos pontos da residência. A PCMG reforça que o caso segue sob investigação para o rastreio dos itens subtraídos — dois televisores, um ventilador e uma roçadeira motorizada — e para a delimitação da conduta individual de cada um dos envolvidos.
Até o momento, os suspeitos seguem detidos sob Auto de Prisão em Flagrante, permanecendo à disposição da Justiça. A natureza do crime, por sua gravidade, impede a liberdade provisória imediata, aguardando-se os próximos trâmites do inquérito policial.
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