FRAUDE CONTRA IDOSOS

Casal é preso sob suspeita de aplicar golpes financeiros em idosos no RN

Policiais durante ação da Operação Debitum Aeternum em Macau
Agentes da Polícia Civil realizam operação para combater crimes contra idosos no interior do estado — Reprodução/PCRN

Ação policial em Macau cumpre mandados de prisão contra dupla investigada por estelionato e falsificação de documentos para manter vítimas endividadas.

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN) desarticulou um esquema criminoso voltado ao endividamento ilícito de idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade. A Operação Debitum Aeternum, deflagrada nesta terça-feira (01/09), resultou no cumprimento de dois mandados de prisão e três ordens de busca e apreensão contra um casal, suspeito de explorar financeiramente aposentados e servidores públicos no município de Macau.

As investigações revelaram um modus operandi complexo, marcado pela prática de estelionato, falsificação de documentos e uso de identidades adulteradas. O impacto dessas ações ultrapassa a esfera financeira, atingindo diretamente a dignidade e a segurança de cidadãos que buscavam crédito e acabaram retidos em contratos abusivos, com taxas ocultas que tornavam o endividamento praticamente contínuo.

Segundo a apuração policial, o esquema envolvia a criação de empresas fictícias para obscurecer a origem das cobranças. Enquanto o homem atuava na captação de clientes, a mulher era responsável pelas cobranças de taxas ilegais e pela produção de provas forjadas, incluindo gravações de supostos consentimentos das vítimas. Laudos periciais já confirmaram a falsificação integral de documentos de uma idosa, reforçando a materialidade dos delitos.

Para resguardar os lesados, a Justiça determinou a quebra do sigilo bancário dos investigados e a indisponibilidade de seus ativos financeiros. A medida visa garantir que os recursos encontrados nas contas dos suspeitos possam ser utilizados para o ressarcimento das vítimas. O material apreendido durante a operação, que inclui contratos e aparelhos eletrônicos, passará por perícia para identificar a extensão total do grupo criminoso. Até o momento, a decisão é de natureza cautelar, cabendo recurso por parte da defesa dos investigados.

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