CRIME MILIONÁRIO
Casal de Varginha é suspeito de desviar R$ 3 milhões de plataforma de apostas no DF
Investigações apontam que os suspeitos teriam criado uma plataforma concorrente usando os valores desviados e ameaçado ex-colaboradores.
Um casal de Varginha, no Sul de Minas, é suspeito de desviar cerca de R$ 3 milhões de uma plataforma de apostas no Distrito Federal. A Polícia Civil identificou a ação criminosa e determinou a detenção dos envolvidos, Lucas Chereze e Jaqueline Almeida, no sábado (13), durante a operação Game Over. A fuga do país era iminente, segundo as autoridades.
De acordo com as investigações, o casal, juntamente a um terceiro sócio foragido, teria desviado quantias milionárias ao longo de um ano. O dinheiro obtido ilegalmente teria sido usado para a criação de uma nova plataforma concorrente. O delegado Fernando Fernandes, responsável pelo caso, detalhou o esquema e ressaltou o impacto financeiro e o uso de ameaças contra ex-colaboradores.
"O casal investigado, juntamente com outro cidadão, sócio deles que está foragido, teria desviado durante um ano quantias milionárias de uma plataforma de apostas aqui do DF. E com esses valores desviados, aberto uma nova plataforma concorrente da anterior e vinha então utilizando essa plataforma e dos recursos, inclusive ameaçando ex-colaboradores, com ameaças de morte", afirmou o delegado.
As intimidações visavam influenciar depoimentos em investigações e auditorias internas da empresa. O delegado relatou que Lucas Chereze chegou a matar o cachorro de um ex-colaborador, na tentativa de forçar mentiras perante a Polícia Civil, o Poder Judiciário ou em auditorias internas.
Uma auditoria interna aponta um prejuízo aproximado de R$ 3 milhões, considerando tanto os valores em dinheiro quanto outros bens subtraídos. A prisão preventiva do casal foi decretada após a polícia descobrir que eles já possuíam passagens aéreas e se preparavam para deixar o Brasil. Duas pistolas e uma espingarda foram apreendidas durante as buscas.
Os suspeitos podem responder por associação criminosa, apropriação indébita, lavagem de capitais e coação no curso do processo. As penas somadas podem alcançar até 20 anos de reclusão em regime fechado. A defesa do casal não retornou os contatos até a última atualização desta reportagem.
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