INTELIGÊNCIA EM XEQUE
Casa Branca força renúncia de diretora de Inteligência Nacional dos EUA
A Casa Branca pressionou pela saída de Tulsi Gabbard do comando da diretoria de inteligência dos Estados Unidos. A decisão ocorre em meio a divergências públicas com o presidente Donald Trump, embora Gabbard cite motivos pessoais.
A Casa Branca pressionou pela renúncia de Tulsi Gabbard do cargo de diretora de Inteligência Nacional dos Estados Unidos. A informação, divulgada pela agência Reuters nesta sexta-feira, 22 de maio de 2026, aponta para uma intervenção direta da presidência na liderança de um órgão crucial para a segurança do país. No posto, Gabbard supervisionava agências como a CIA, NSA e FBI, sendo responsável pela coordenação de atividades de inteligência essenciais para a defesa nacional.
Em comunicado divulgado na rede social X no mesmo dia, Gabbard apresentou um motivo distinto para sua saída: o diagnóstico de um raro câncer ósseo em seu marido. 'Neste momento, preciso deixar o serviço público para ficar ao lado dele e apoiá-lo integralmente nessa batalha', declarou a agora ex-diretora, buscando preservar a privacidade de sua família diante da grave situação pessoal.
Apesar da versão apresentada pela ex-diretora, a notícia da pressão da Casa Branca reacende o debate sobre a autonomia dos órgãos de inteligência e o impacto de decisões políticas em sua liderança. A saída de Gabbard, escolhida pessoalmente pelo presidente Donald Trump, levanta questionamentos sobre o alinhamento entre a Casa Branca e a comunidade de inteligência.
Divergências públicas entre Trump e Gabbard já haviam sido notadas. Em junho, o presidente criticou uma declaração da diretora sobre o programa nuclear do Irã. Contudo, Trump utilizou a rede social Truth Social para lamentar a saída de Gabbard, exaltando seu 'trabalho incrível' e anunciando que Aaron Lukas, vice-diretor, assumiria interinamente a função a partir de 30 de junho.
A trajetória de Tulsi Gabbard é marcada por uma transição ideológica significativa. Nascida na Samoa Americana e criada no Havaí, ela atuou como deputada pelo Partido Democrata e serviu no Iraque. Após concorrer à Presidência, aproximou-se de posições conservadoras, abandonou o partido e se tornou republicana em 2024. Sua ascensão e posterior saída da diretoria de inteligência refletem um período de intensas mudanças políticas nos Estados Unidos.
A Casa Branca ainda não emitiu um comunicado oficial detalhando as circunstâncias da renúncia, o que mantém o cenário em aberto para especulações e análises sobre a gestão da inteligência nacional.
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