MUDANÇA NO TSE
Cármen Lúcia anuncia saída do TSE em reconfiguração da Corte
Ministra renuncia ao período remanescente do mandato, abrindo caminho para nova fase na Corte Eleitoral; Dias Toffoli assume vaga em eleição simbólica, enquanto Kassio Nunes Marques e André Mendonça assumem a liderança.
A ministra Cármen Lúcia renunciou nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, ao seu mandato no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), abrindo caminho para uma nova configuração na Corte. A decisão, que ocorre dias após a posse de ministros indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro na cúpula do órgão, sinaliza uma importante transição política e institucional que pode influenciar a condução das eleições de 2026.
A saída da ministra Cármen Lúcia, antecipada pela CNN Brasil, encerra sua participação no Tribunal Eleitoral antes do previsto, já que seu mandato se estenderia até agosto. Este movimento se dá em um contexto de profunda redefinição no comando do TSE, com a assunção de novos nomes que trazem consigo uma diferente perspectiva para a jurisdição eleitoral.
Para preencher a vaga, uma eleição simbólica será realizada na sessão plenária desta quarta-feira, 13 de maio de 2026. Seguindo a linha sucessória de antiguidade, o ministro Dias Toffoli deve ser o escolhido, sendo a eleição meramente protocolar. Com isso, Toffoli já deve ocupar a bancada da Corte Eleitoral na sessão plenária da próxima quinta-feira, 14 de maio de 2026, marcada para as 10h.
A nova fase do TSE é marcada pela posse do ministro Kassio Nunes Marques como presidente da Corte Eleitoral, ocorrida nesta terça-feira, 12 de maio de 2026. O ministro André Mendonça, por sua vez, assumiu a vice-presidência. Pela primeira vez, ministros indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) assumem o comando do Tribunal Superior Eleitoral, uma mudança que traz expectativa sobre os rumos do órgão.
Nunes Marques e Mendonça estarão à frente da Corte durante as eleições de 2026, cujo primeiro turno está previsto para 4 de outubro. A composição tradicional do Tribunal Eleitoral inclui sete membros efetivos: três cadeiras ocupadas por ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), duas por ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e duas por juristas indicados pelo Presidente da República.
*Com informações de CNN
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