DEFESA DE PROFISSIONAIS
Carlos Viana propõe escala 4x3 para saúde e segurança pública
Senador Carlos Viana (PSD-MG) apresentou emenda à PEC que visa encerrar a escala 6x1. A nova proposta sugere 4 dias de trabalho seguidos por 3 de descanso para policiais, bombeiros, médicos, enfermeiros e socorristas, buscando melhorar a qualidade de vida e valorizar essas categorias essenciais.
O senador Carlos Viana (PSD-MG) apresentou, nesta segunda-feira, 08/06/2026, uma emenda à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) já aprovada pela Câmara, que busca acabar com a escala 6x1. O congressista propôs a adoção da escala 4x3 para servidores das áreas de saúde e segurança pública. A iniciativa visa reconhecer a pressão constante e as jornadas exaustivas enfrentadas por esses profissionais, com o objetivo de proporcionar mais qualidade de vida e valorização.
A emenda do senador Carlos Viana se destina a policiais, bombeiros, médicos, enfermeiros e socorristas, estabelecendo um regime de 4 dias de trabalho ininterruptos seguidos por 3 dias de descanso. Segundo o parlamentar, essa mudança é crucial para categorias que atuam sob estresse elevado e lidam diariamente com a responsabilidade de salvar e proteger vidas.
Em publicação realizada na rede social X, o senador Viana ressaltou a importância de ações concretas para a valorização desses profissionais. "Chega de discursos e homenagens de ocasião. Valorização de verdade se faz com ações concretas", declarou, questionando se o debate sobre novas jornadas de trabalho incluiria também aqueles que garantem a segurança e o atendimento à população.
"Estou propondo a possibilidade da escala 4 X 3 para profissionais da segurança pública e da saúde. Policiais, bombeiros, médicos, enfermeiros e socorristas enfrentam diariamente plantões exaustivos, pressão extrema e a responsabilidade de proteger vidas", argumentou o senador.
Tramitação da PEC
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), aguarda a definição sobre a tramitação da PEC que visa extinguir a escala 6x1. Após aprovação na Câmara, a proposta depende agora do despacho do senador. Há indicativos de que a PEC poderá seguir um rito mais demorado, com análise em diferentes comissões. Caso isso se confirme, a aprovação antes do recesso parlamentar, previsto para iniciar em 18 de julho, torna-se improvável.
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