SAÚDE E GESTÃO

Instituto presidido por Ludhmila Hajjar lidera disputa de R$ 1,9 bilhão para gerir Hospital Inteligente

Presidente Lula e Ludhmila Hajjar em anúncio sobre hospitais inteligentes no SUS.
Ludhmila Hajjar em evento oficial sobre o projeto de hospitais inteligentes do SUS.

Entidade criada em março deste ano ocupa a primeira posição no chamamento do Ministério da Saúde para o projeto tecnológico vinculado à USP.

Uma entidade recém-criada, presidida pela cardiologista Ludhmila Hajjar, da Faculdade de Medicina da USP, alcançou a primeira colocação no resultado preliminar do chamamento público promovido pelo Ministério da Saúde. A decisão, tornada pública em 24 de julho, visa definir a organização responsável por gerir o primeiro Hospital Inteligente do SUS, um projeto de alto impacto que promete transformar o atendimento de emergência no país.

O contrato prevê um montante de R$ 1,9 bilhão para os primeiros quatro anos de execução, de um total projetado para dez anos. A instituição vencedora terá o desafio de implementar a rede de UTIs Inteligentes e o Instituto Tecnológico de Emergência (ITE), unidade que será instalada no complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Segundo dados da Receita Federal, o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente do Brasil (ITMI) foi constituído em 4 de março deste ano. A celeridade entre a criação da entidade e sua classificação no certame, cujo edital foi publicado em junho de 2026, destaca-se no processo. O resultado final ainda depende da análise de eventuais recursos apresentados por concorrentes, com publicação prevista para a próxima quarta-feira (12/8).

A iniciativa, idealizada por Ludhmila Hajjar, foi viabilizada pelo Governo Federal por meio de um empréstimo de R$ 1,7 bilhão junto ao Banco dos Brics. O projeto, no entanto, enfrenta resistências em São Paulo devido à incerteza sobre o local de instalação. Pesquisadores temem que a construção no terreno hoje ocupado pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL) interrompa atividades laboratoriais essenciais de vigilância epidemiológica, o que exigiria um investimento de R$ 446 milhões para realocação da estrutura.

O Ministério da Saúde reiterou que o chamamento ocorre em conformidade com a legislação. Em nota, a Secretaria de Saúde do Governo de São Paulo afirmou que o local de implantação ainda não foi definido e que qualquer decisão será precedida de planejamento técnico para preservar os serviços essenciais.

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