DECISÃO POLÍTICA CRIA POLÊMICA

Carlos Bolsonaro justifica disputa ao Senado por SC: 'Aqui eu renasci'

Carlos Bolsonaro reafirma candidatura ao Senado por SC
Carlos Bolsonaro reafirma candidatura ao Senado por SC

Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, reafirma intenção de concorrer ao Senado por Santa Catarina em 2026, citando renascimento pessoal no estado. A manobra, oficializada em dezembro, gerou tensões internas no PL local e nacional.

Carlos Bolsonaro confirmou sua pré-candidatura ao Senado pelo estado de Santa Catarina, reafirmando sua decisão de disputar a vaga em 2026. A escolha do local, apesar de não ser seu estado natal, é justificada pelo próprio político como um “renascimento” pessoal e por afinidade de valores com a população local. A fixação de seu domicílio eleitoral em São José, cidade vizinha à capital Florianópolis, ocorreu em dezembro, atendendo à exigência legal para concorrer pelo estado.

A decisão, comunicada publicamente em uma publicação nesta domingo, 21/06/2026, marca um novo capítulo na carreira política de Carlos Bolsonaro. Ele, que atuou por nove mandatos como vereador na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, surpreendeu o cenário político ao renunciar ao cargo no fim de 2025 para focar na disputa catarinense. Em um vídeo de cerca de dois minutos, Carlos Bolsonaro também dirigiu críticas ao governo federal e ao Poder Judiciário, reiterando os motivos para sua escolha por Santa Catarina, mesmo sem um histórico eleitoral prévio no estado.

Atualmente, Carlos Bolsonaro, assim como outros postulantes, é considerado um pré-candidato. A oficialização das candidaturas ocorrerá apenas em agosto, após as convenções partidárias e o subsequente registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A pré-candidatura de Carlos Bolsonaro gerou divisões internas no Partido Liberal (PL) em Santa Catarina. O PL detém a governadoria do estado com Jorginho Mello, além de uma vaga no Senado e a maioria das cadeiras na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. Carlos Bolsonaro concorrerá ao Senado ao lado de Carol de Toni, também filiada ao PL. Essa aliança interna, conhecida como "chapa pura", buscou apaziguar a crise que afetou o partido nos meses anteriores, quando o nome do ex-vereador carioca não era unanimidade entre lideranças locais e nacionais.

Inicialmente, o PL Nacional considerava formar uma coligação com o Progressistas para lançar Esperidião Amin, que busca a reeleição, como o segundo nome na disputa pelo Senado. No entanto, Carol de Toni contava com o apoio de bolsonaristas em Santa Catarina e manifestações de lideranças nacionais, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a deputada estadual Ana Campagnolo. A situação se intensificou com declarações públicas de Campagnolo, que criticou a escolha por Carlos Bolsonaro em detrimento de Carol de Toni, considerada por ela mais preparada e bem posicionada. Em maio, após um evento do partido em Santa Catarina onde ambos foram lançados como pré-candidatos, Carlos Bolsonaro publicou um pedido de desculpas a Campagnolo, visando restabelecer a unidade do PL no estado.

Sem o apoio do PL, Esperidião Amin (Progressistas) uniu-se à pré-campanha de João Rodrigues (PSD) para o governo, que disputará o campo da direita em Santa Catarina contra Jorginho Mello (PL).

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