DECISÃO SOBRE VISITAS
Campanha de Flávio questiona decisão de Moraes sobre visitas a Jair Bolsonaro
Ministro do STF suspendeu encontros por 90 dias após divulgação de carta política; defesa alega interferência e desproporcionalidade.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão por 90 dias das visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nesta segunda-feira, 13/07/2026. A medida foi tomada em resposta à divulgação de uma carta escrita por Jair Bolsonaro, o que o magistrado classificou como um desvio de finalidade no exercício do direito de visita.
A decisão, que também exige explicações da defesa no prazo de 48 horas, gerou uma reação imediata da pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Em nota oficial, o senador Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha, classificou a restrição como uma interferência direta no jogo político e uma ação autoritária que fere a dignidade do convívio familiar, argumentando que a medida busca isolar o ex-presidente de seus aliados.
De acordo com o ministro Alexandre de Moraes, Flávio Bolsonaro agiu de maneira deliberada ao utilizar o momento da visita para obter um documento com fins de circulação digital, desrespeitando as cautelares impostas em 24 de março de 2026. O magistrado fundamentou sua decisão com base no artigo 41 da Lei de Execuções Penais, reforçando que o senador é reincidente em condutas que visam contornar a proibição de uso de redes sociais por parte de Jair Bolsonaro.
No texto da carta, datada de 11 de julho de 2026, Jair Bolsonaro manifestava apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, apelando para a união de seus eleitores. A defesa do senador sustenta que a punição estabelecida por Alexandre de Moraes é desproporcional e levanta questionamentos sobre a igualdade de tratamento perante o Poder Judiciário, comparando o cenário atual com episódios envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Cabe ressaltar que a decisão de suspensão é de natureza monocrática, permitindo que a defesa interponha recursos internos junto ao STF para contestar o rigor da punição e os fundamentos de reincidência citados por Alexandre de Moraes.
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