DEBATE SOBRE TECNOLOGIA

Campanha de Flávio defende uso de IA após questionamento de Alexandre de Moraes no STF

Edifício do Supremo Tribunal Federal em Brasília.
Uso de inteligência artificial em convenções partidárias gera divergência entre cortes superiores.

Defesa de Jair Bolsonaro nega autorização para uso de imagem em vídeo. Ministro do STF apura possível propaganda eleitoral antecipada.

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) defendeu a legalidade da exibição de um vídeo gerado por inteligência artificial durante a convenção do Partido Liberal. O posicionamento ocorreu em sua live semanal realizada na quinta-feira (30), onde o candidato à Presidência da República afirmou que o uso da tecnologia foi precedido por estudos legislativos e que a peça não apresenta irregularidades.

Flávio argumentou que a utilização da ferramenta é um recurso comum no atual cenário eleitoral e acusou opositores de utilizarem a polêmica para atacar o grupo político. Segundo o candidato, a exibição do vídeo, que traz a figura do ex-presidente Jair Bolsonaro, serviu para manifestar apoio à sua candidatura e demonstrar a força política do ex-mandatário diante do sistema.

O caso ganhou repercussão jurídica após a defesa de Jair Bolsonaro informar ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que não houve autorização prévia para o uso de sua imagem via IA no evento do partido. Diante da notificação, Moraes solicitou explicações formais para verificar um possível desrespeito à legislação eleitoral por parte de Flávio Nantes Bolsonaro e da legenda.

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal de investigar o episódio gerou um debate interno quanto à competência jurisdicional. Integrantes do TSE avaliam que discussões sobre o uso de tecnologias em pleitos devem tramitar na Justiça Eleitoral, criando uma divergência administrativa entre as cortes. O ministro do STF, por sua vez, sustenta que o material possui carga semântica equivalente a um pedido explícito de voto, o que, em tese, configuraria propaganda antecipada, levando ao envio de cópias do caso ao procurador-geral eleitoral.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário