FIM DA JORNADA 6X1

Câmara aprova PEC que extingue jornada 6x1; Senado debate prazo de transição com empresários

Davi Alcolumbre e Hugo Motta em evento no Senado Federal
Senador Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e o deputado Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, durante abertura do BRICS Parliamentary Forum no Senado Federal.

Proposta aprovada na Câmara prevê redução gradual da jornada de trabalho. No Senado, empresários buscam ampliar o prazo para adaptação, alegando impactos em setores específicos.

A Câmara dos Deputados deu um passo significativo rumo à mudança na jornada de trabalho ao aprovar uma PEC que visa extinguir a escala 6x1. A decisão, comunicada nesta terça-feira, 26/05/2026, busca modernizar as relações de trabalho no país. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), sinalizou otimismo quanto à aprovação da proposta, que agora segue para o Senado. A importância desta medida reside na potencial melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores, com efeitos diretos na dignidade e bem-estar social.

No Senado Federal, o debate sobre a proposta ganhou contornos de negociação. O presidente Davi Alcolumbre (União-AP) tem indicado a interlocutores que a tendência é de aprovação, porém, representantes do setor empresarial pedem maior flexibilidade nos prazos de transição. Segundo Otto Alencar (PSD-BA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, a expectativa é de aprovação da PEC ainda em 2025, citando como precedente uma PEC semelhante já aprovada na Casa. "Como a da Câmara tem o período de transição de dois anos, ela deve ser aprovada", afirmou o senador.

A proposta aprovada na Câmara estabelece uma redução inicial de duas horas na jornada de trabalho sessenta dias após a promulgação da PEC. Posteriormente, mais duas horas serão retiradas, totalizando 40 horas semanais, um ano após a primeira alteração. Os empresários, contudo, pleiteiam um período de transição de quatro anos, dividindo a redução em etapas: duas horas após dois anos e mais duas horas após quatro anos. Eles argumentam que determinados setores demandam mais tempo para se adaptar às novas regras, como o comércio, diferentemente da construção civil, que já se mostra mais preparada.

A avaliação do empresariado é que o cenário político, com o ano eleitoral em curso, favorece a aprovação rápida da medida, tornando inviável seu impedimento. Diante disso, a estratégia é convencer os senadores a estenderem o prazo de adaptação para até quatro anos, possivelmente com prazos diferenciados por setor. A data de 04/06/25, em que o senador Davi Alcolumbre e o deputado Hugo Motta participaram da abertura do BRICS Parliamentary Forum no Senado Federal, é um marco da atuação conjunta dos líderes legislativos.

Em 26 de maio de 2026, Alcolumbre tem agenda marcada para receber representantes do empresariado e discutir o tema em detalhe, buscando um consenso que contemple tanto a modernização das leis trabalhistas quanto a sustentabilidade econômica dos negócios.

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