PROTEÇÃO AGORA
Câmara acelera uso de tornozeleira rosa para agressores
Projeto que visa identificar visualmente agressores de mulheres avança no plenário da Câmara em 15 de maio de 2026, buscando mais segurança para as vítimas.
A Câmara dos Deputados deu um passo significativo para a proteção de mulheres vítimas de violência doméstica ao aprovar, nesta sexta-feira, 15 de maio de 2026, requerimentos de urgência para dois projetos de lei. Entre as propostas aceleradas, destaca-se a criação de uma tornozeleira eletrônica com identificação visual padronizada para agressores, uma medida que visa fortalecer o monitoramento, inibir novas violências e ampliar a segurança das vítimas.
Com a aprovação da urgência, as propostas poderão ser votadas diretamente no plenário da Casa, sem a necessidade de passar pelas comissões temáticas. Essa tramitação mais célere é crucial para que os textos avancem rapidamente na pauta legislativa e transformem-se em ferramentas efetivas de combate à violência.
Os requerimentos foram aprovados durante uma sessão presidida pelo deputado Prof. Reginaldo Veras (PV-DF).
Identificação Visual: A Tornozeleira para Agressores
O projeto de lei 1.811/26, de autoria da deputada Coronel Fernanda (PL-MT), autoriza a Justiça a determinar o uso de tornozeleiras eletrônicas com uma identificação visual padronizada para indivíduos investigados ou condenados por violência doméstica e familiar contra a mulher. Embora o texto mencione a cor rosa como um exemplo, a definição exata do padrão visual será regulamentada posteriormente.
A parlamentar justifica a proposta como um esforço para ampliar a efetividade do monitoramento e fortalecer os mecanismos de prevenção. Para as vítimas, a clareza visual no equipamento usado pelo agressor pode representar um reforço na sensação de segurança e uma ferramenta adicional para as autoridades.
A proposta estabelece três objetivos essenciais para a identificação visual das tornozeleiras:
- Facilitar a fiscalização e o reconhecimento rápido pelas autoridades, tornando o monitoramento mais eficiente.
- Reforçar a proteção preventiva das vítimas, que poderiam identificar de forma mais clara a presença de um agressor monitorado.
- Contribuir para a inibição de novas condutas violentas, pelo impacto dissuasório da identificação pública.
A iniciativa ganha destaque em um cenário de crescente debate no Congresso Nacional sobre a necessidade de novas medidas de proteção às mulheres e o endurecimento do combate à violência doméstica. Atualmente, o monitoramento eletrônico já é uma possibilidade determinada pela Justiça dentro das medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.
Enquanto parlamentares favoráveis veem na identificação visual um potente efeito dissuasório e um aumento na segurança das vítimas, críticos da medida levantam questionamentos sobre a exposição pública e o possível constrangimento do monitorado, ponderando sobre os limites da intervenção estatal.
Com informações de Congresso em Foco.
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