CRÍTICA INSTITUCIONAL
Caiado critica anarquia institucional e defende reação do STF
Pré-candidato do PSD à Presidência alega que o sistema político brasileiro deixou de ser presidencialista e defende que o Supremo Tribunal Federal aja em casos de questionamentos à credibilidade de ministros.
[ { "type": "paragraph", "props": {"content": "O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência, declarou nesta sexta-feira, 22 de maio de 2026, que o Brasil enfrenta uma grave "desordem institucional", questionando se o atual sistema político pode ainda ser classificado como presidencialismo." } }, { "type": "paragraph", "props": {"content": "Em entrevista concedida à TMC 360, Caiado explicou que o centro de poder em Brasília deslocou-se do Planalto para negociações que envolvem emendas e votações no Congresso. Segundo ele, o país está imerso em uma "deformidade" a ponto de não conseguir mais definir seu próprio sistema político." } }, { "type": "paragraph", "props": {"content": ""Isso não é democracia, isso não é presidencialismo, isso é anarquia, isso é uma desordem completa", afirmou o pré-candidato." } }, { "type": "paragraph", "props": {"content": "Caiado manifestou a intenção de discutir uma reforma política e reorganizar a relação entre os Poderes Executivo, Legislativo e o Supremo Tribunal Federal (STF) caso seja eleito. Ele defende que o Orçamento da União não deve ser fragmentado sem um projeto nacional claro." } }, { "type": "paragraph", "props": {"content": ""Você não pode chamar hoje o sistema atual de presidencialista, não. Não é um sistema presidencialista, de maneira alguma", reiterou." } }, { "type": "paragraph", "props": {"content": "O pré-candidato também abordou a pressão por impeachment de ministros do STF. Ele sugere que a Corte deveria "cortar na carne" e oferecer uma resposta à sociedade em situações onde a conduta de seus membros levanta dúvidas sobre a credibilidade do tribunal." } }, { "type": "paragraph", "props": {"content": "Caiado ponderou que ministros sob questionamento deveriam apresentar suas defesas fora do STF, a fim de preservar a independência dos julgamentos. Embora não tenha mencionado diretamente Alexandre de Moraes ou Dias Toffoli no caso Master, ele ressaltou que "problemas de ordem pessoal" não podem comprometer a instituição." } }, { "type": "paragraph", "props": {"content": "O ex-governador antecipa que a pauta de impeachment de ministros do STF ganhará força nas eleições de 2026 para o Senado. Ele estima que cerca de 90% dos senadores eleitos naquele ano o farão com base nesse tema, caso o Supremo não adote uma postura mais resoluta antes." } }, { "type": "paragraph", "props": {"content": "Ao ser questionado sobre o respeito às instituições democráticas, Caiado assegurou que nunca contestou votos, urnas eletrônicas ou decisões do Congresso Nacional. Ele declarou aceitar derrotas eleitorais e defender a coexistência política." } }, { "type": "paragraph", "props": {"content": ""Você nunca me viu contestando o voto nem a urna. Você nunca me viu contestando o painel do Congresso Nacional. Eu comemoro nas vitórias, mas também me curvo nas derrotas", concluiu." } } ]
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