SAÚDE E PREVENÇÃO

Brasileiros reconhecem sintomas do câncer colorretal, aponta estudo do A.C. Cancer Center

Exames médicos preventivos voltados ao diagnóstico de câncer colorretal.
O rastreamento precoce do câncer colorretal é fundamental para aumentar as taxas de sobrevida dos pacientes.

Pesquisa realizada com 2.015 pessoas revela que 80% identificam sinais de alerta da doença, mas 40% dos sintomáticos ainda adiam a busca por atendimento médico.

O A.C. Cancer Center, em parceria com a revista Nexus, identificou que oito em cada dez brasileiros reconhecem a presença de sangue nas fezes ou alterações persistentes no funcionamento do intestino como sinais de gravidade para o câncer colorretal. O levantamento, divulgado nesta segunda-feira, 20/07/2026, destaca que o reconhecimento dos sintomas é um passo essencial para o diagnóstico precoce, embora o comportamento de busca por ajuda médica ainda apresente barreiras críticas para a saúde pública.

A pesquisa ouviu 2.015 pessoas com 16 anos ou mais e revelou que, apesar de 80% dos entrevistados identificarem a gravidade das manifestações clínicas, 40% daqueles que relataram ter notado sangue nas fezes não buscaram atendimento médico imediato. O dado é preocupante, dado que o Instituto Nacional de Câncer estimou, em fevereiro de 2026, a ocorrência de 53.810 novos casos da doença por ano no Brasil entre 2026 e 2028, consolidando o câncer colorretal como um dos tipos de maior incidência no país.

O perfil da busca por diagnóstico varia de acordo com o contexto socioeconômico e geográfico. Segundo o estudo, moradores da região Sudeste, pessoas com mais de 60 anos e indivíduos com melhores condições financeiras são os que mais procuram auxílio médico precocemente. A tendência de busca também é maior entre o público feminino em comparação aos homens.

Prevenção e diretrizes de rastreamento

A Dra. Leana Wen explica que o câncer colorretal compreende tumores que se iniciam no cólon ou no reto. Para a detecção, a Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos EUA recomenda, desde 2021, que o rastreamento seja iniciado aos 45 anos para a maioria dos adultos, estendendo-se até os 75 anos. Entre 76 e 85 anos, a decisão deve ser individualizada com o acompanhamento médico, sendo recomendada a interrupção dos testes após os 85 anos.

Os métodos de diagnóstico incluem a colonoscopia, considerada o padrão-ouro por permitir a remoção de pólipos pré-cancerosos, a sigmoidoscopia e a colonografia por TC. Além das avaliações de imagem, exames de fezes que buscam sangue oculto ou DNA tumoral compõem o rol de opções. Em 2024, o FDA também aprovou um exame de sangue voltado a pacientes que não realizam os métodos tradicionais, visando reduzir o índice da Sociedade Americana do Câncer que aponta que um em cada três brasileiros elegíveis para o rastreamento nunca realizou o exame.

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